Categoria: Compra e Venda

Senado aprova texto-base de projeto que aumenta multa para quem desiste de imóvel na planta

O Senado aprovou nesta terça-feira (20) o texto-base do projeto que permite a aplicação de uma multa maior para quem desiste da compra de um imóvel na planta, o chamado “distrato”.

Em julho, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado rejeitou a proposta. O texto foi enviado ao plenário e recebeu emendas (sugestões de alteração) ao projeto.

O texto-base aprovado pelos senadores nesta terça tem o mesmo conteúdo da versão aprovada pela Câmara em junho deste ano.

Os senadores ainda precisam analisar as emendas ao projeto, o que deve ocorrer nesta quarta-feira (21). Se as modificações forem aprovadas, o texto retorna à Câmara. Caso contrário, seguirá à sanção presidencial.

Defensores da proposta dizem que o texto dará maior “segurança” ao setor de construção de imóveis, que tem enfrentado crise e fechamento de postos de emprego.

O projeto

Atualmente, as construtoras ficam com 10% a 25% do valor pago por quem desistiu da compra do imóvel da planta.

O projeto permite uma multa maior. Se o comprador desistir do negócio ou parar de pagar as prestações do imóvel, a construtora ou empresa responsável pela obra, vai ficar com até 50% do dinheiro pago pelo comprador.

Essa mudança vale para os imóveis do chamado regime do patrimônio de afetação. Ou seja, aqueles imóveis que não estão registrados como patrimônio da construtora, que abre uma empresa com CNPJ e contabilidade próprios para administrar o empreendimento.

A maioria dos contratos no país, hoje, é nessa modalidade.

Quando os imóveis estiverem no nome da construtora, a multa terá um limite menor: de até 25%.

O projeto também legaliza a tolerância de seis meses de atraso para as construtoras entregarem os imóveis sem pagar multa para o comprador.

Transparência

Uma das emendas que deve ser analisada nesta quarta-feira tem o objetivo de estabelecer que os contratos de compra de imóveis apresentem um quadro-resumo com as principais informações da aquisição. O objetivo é dar mais clareza a esses documentos.

FONTE: G1, por Gustavo Garcia

 

 

Leilões de imóveis dão descontos generosos para tentar driblar crise

O mercado imobiliário ainda não se recuperou da crise econômica e precisa vender. Por isso, os leilões de imóveis estão dando descontos generosos e podem ser uma boa oportunidade de negócio.

Vendido. O martelo é simbólico. O leilão é todo na internet e entrou na onda do Black Friday, a temporada de descontos. É assim que os bancos querem se livrar dos imóveis retomados de inadimplentes e encalhados.

“Além do desconto de 30%, tem a opção de pagamento com financiamento até 35 anos, todos os débitos pagos do imóvel até a data do leilão, e quem comprar vai ganhar 100 mil pontos no programa de recompensas do banco”, diz o leiloeiro Henri Zylberstajn.

Henri é um dos cinco leiloeiros encarregados de vender mil imóveis que foram retomados por um banco. Para comprar um imóvel num leilão, basta um celular. Dá para escolher a casa ou o apartamento, fazer o lance, e, em alguns casos, arrematar na hora. Mas os compradores não estão com essa pressa toda. E o motivo é esse aqui: tem ofertas demais no mercado. Quem busca um imóvel pode ter calma e paciência para achar aquela pechincha imperdível.

É o que está fazendo um casal interessado em comprar um imóvel para investir. Eles se interessaram por um pequeno apartamento com 30% de desconto sobre o valor de mercado. Eles gostaram, mas vão pensar bem antes. “É como garimpar. Você tem que procurar, você tem que avaliar, tem que pesquisar bastante. Não dá para ser uma compra simples, só ‘olhei o imóvel e gostei’”, afirma a fonoaudióloga Lilian Fiori.

O especialista em leilões de imóveis Clécio Rocha explica que essa liquidação de imóveis é resultado da crise econômica. “As pessoas perderam empregos, perderam renda, não conseguem honrar os contratos de financiamento. Ou seja, os bancos recuperaram muitos imóveis e eles não conseguem vender, porque realmente as pessoas não têm crédito, as pessoas necessitam do crédito para comprar e não conseguem obter esse crédito”, diz.

Apesar das ofertas tentadoras, muitas casas e apartamentos não recebem nenhum lance. Um alerta: em muitos imóveis, os compradores originais ainda moram lá. E a negociação para que saiam pode durar uns seis meses. Para compensar, os bancos oferecem os maiores descontos.

Só a Caixa Econômica Federal tenta se livrar de um estoque de 28 mil casas e apartamentos. Mais de mil com descontos de até 70%. Os leilões já estão acontecendo também na internet.

É a liquidação da liquidação para fazer com que o martelo, mesmo que seja apenas virtual, seja batido.

Fonte: Jornal Nacional, 19/11/18

Com fim da queda nos preços, momento é bom para comprar imóveis

Depois de sofrer com a crise econômica nos últimos anos, o setor imobiliário dá sinais de recuperação. Especialistas afirmam que o momento é favorável para quem está em busca da casa própria ou pretende comprar imóveis para investir. Há uma boa oferta de propriedades, e os preços pararam de cair.

A definição do cenário eleitoral, a manutenção da taxa Selic (o juro básico da economia) em 6,5% ao ano – nível historicamente baixo –, o aumento do limite de uso do FGTS para R$ 1,5 milhão e os sinais de retomada do crescimento econômico são as principais justificativas para apostar na aquisição de um imóvel neste momento.

“Acreditamos que o setor está entrando em um novo ciclo de crescimento, que deve durar entre três e cinco anos. Porém, este ciclo não será tão acelerado como foi o anterior. Não veremos mais prédios sendo lançados e inteiramente vendidos em menos de 24 horas”, afirmou Marco Saravalle, estrategista da XP Investimentos.

“É a oportunidade de sair na frente. Os preços já não estão mais caindo, estabilizaram-se. Mas ainda é possível pechinchar, porque as construtoras estão terminando de queimar os estoques de imóveis novos. Elas precisam liquidar esses estoques para retomar os lançamentos”, disse Tiago Galdino, diretor executivo do site Imovelweb.

Volta à normalidade

A avaliação dos especialistas é que o pior ficou para trás. Depois de enfrentar períodos de intensa recessão e de instabilidade política, a expectativa para 2019 é de aumento da confiança dos consumidores, o que será fundamental para retomada do crescimento econômico.

“As buscas por imóveis em nosso site entre janeiro e setembro deste ano saltaram 35% na comparação com o mesmo período de 2017. Isso é um sinal claro de que as pessoas estão se sentindo mais confiantes, mais dispostas a comprar”, declarou Galdino.

“E a tendência é que a procura aumente ainda mais. Até duas semanas atrás, as pessoas estavam mais preocupadas em discutir eleição, brigar com os parentes, bater boca com os amigos. Agora que a situação política está definida, elas devem voltar a olhar para frente, se planejar. Afinal, as pessoas continuam se casando, as famílias continuam crescendo. Devemos voltar à normalidade”, disse o diretor do Imovelweb.

Melhora dos cenários político e econômico

Além do consumidor, a confiança da indústria e dos grandes investidores também está voltando. “No começo do ano, a gente acreditava que 2018 seria o ano da recuperação. Daí você teve a greve dos caminhoneiros, que parou tudo. Em seguida, veio a incerteza com as eleições. As indústrias que tinham algum plano de expansão preferiram manter os projetos engavetados. Agora, esses planos devem começar a sair do papel”, afirmou Saravalle.

Segundo o especialista da XP, Jair Bolsonaro deverá ter maioria no Congresso, o que facilita a aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência. “A oposição não terá votos suficientes para barrar as reformas. Portanto, se a gente tiver um presidente disposto a articular as reformas, ele terá espaço político para fazer isso, especialmente nesse período inicial de governo.”

Do lado econômico, Saravalle destaca o controle da inflação, que deve se manter dentro da meta do Banco Central nos próximos anos. “Estamos prevendo um aumento da taxa Selic em 2019 para 8% ou 8,5%, frente aos 6,5% atuais. Mas não descartamos a possibilidade de o Banco Central adiar essa alta devido ao cenário benigno para a inflação.”

A manutenção dos juros em níveis baixos barateia o financiamento imobiliário, o que é positivo para quem pretende comprar a casa própria. Para quem planeja investir em imóveis, o juro baixo torna o retorno obtido com o aluguel mais atraente do que o rendimento dos investimentos tradicionais de renda fixa.

Início da recuperação

A rentabilidade média anual dos imóveis na cidade de São Paulo alcançou 5,6% em setembro, ficando pelo terceiro mês consecutivo acima do retorno da poupança (4,55%), segundo o estudo Index SP, divulgado pelo Imovelweb.

Agora, são necessários 17,9 anos de aluguel para recuperar o valor gasto com a compra, tempo 4,4% menor do que um ano atrás. Os motivos, segundo a pesquisa, são a estabilidade no preço de venda dos imóveis e a recuperação no valor da locação.

Em setembro, o aluguel de um apartamento padrão de dois dormitórios (com 65 metros quadrados) na capital paulista aumentou 0,6% em relação a agosto, para R$ 1.745 mensais. Em 12 meses, o aumento no valor da locação foi de 3,4%, ainda abaixo da inflação (medida pelo IPCA-15) acumulada no período, de 4,3%.

O preço de venda de apartamentos desse tipo ficou estável na comparação mensal, com valor médio de R$ 5.992 por metro quadrado. Em termos reais (já descontado a inflação), os preços encolheram 4,5% nos últimos 12 meses.

“Essa estabilização nos preços indica que chegamos ao fundo do vale. Daqui para frente, vamos começar a subir a montanha. Só não sabemos ainda qual é o tamanho dela”, disse Galdino, ao comentar a tendência de recuperação nos preços dos imóveis nos próximos meses.

Mercado carioca ainda patina

Segundo os especialistas, o movimento de recuperação do mercado imobiliário pode ser observado nas principais cidades do país, com exceção do Rio. Os grandes eventos ocorridos na cidade nos últimos quatro anos –Copa do Mundo e Olimpíadas– provocaram um excesso de lançamentos de imóveis tanto no segmento residencial como no corporativo.

“O mercado carioca está dois passos atrás em relação ao resto do país. Os preços ainda não chegaram ao fundo do vale. E isso aconteceu não apenas por causa do excesso de oferta. Infelizmente, o Rio experimentou o que tem de pior. Você tem um cenário de violência muito sério, crise financeira do estado, crise na indústria do petróleo, entre outras questões”, afirmou o diretor do Imovelweb.

Fonte: UOL


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