Categoria: Mercado

Pesquisa revela quanto custa morar próximo ao metrô

Rio – Um estudo feito pelo site de vendas OLX concluiu que morar perto do metrô pode ser até 77% mais caro em comparação com regiões que não contam com esse tipo de transporte público. O levantamento analisou mais de 512 mil anúncios feitos no portal durante os primeiros semestres de 2017 e 2018.

Na comparação com Jacarepaguá, a plataforma observou que o morador da Barra que vive perto do metrô paga 77% a mais no preço do imóvel. Além do modal, há outros benefícios que influenciam no preço, como a proximidade da praia e de shoppings. No bairro, a média do metro quadrado das residências que ficam perto do serviço de transporte é de R$ 15,9 mil.

A Tijuca segue a tendência. Residências próximas às estações Afonso Pena, São Francisco Xavier, Saens Peña e Uruguai custam 18% a mais em comparação à média do bairro. A média do metro quadrado é de R$ 12 mil.

No Centro, não há grande variação de preços devido à variedade de estações. O valor médio do metro quadrado em imóveis próximos ao metrô é de R$ 10 mil.

A Zona Sul apresenta outro cenário: quanto mais distante do metrô, maior o custo. Quem mora perto do modal paga até 14% a menos pelo imóvel, sendo R$ 18,8 mil o valor médio do metro quadrado na região. “Isso acontece mais em bairros como Ipanema e Leblon, onde os moradores têm carros e querem mais exclusividade”, diz Leonardo Schneider, do Secovi-Rio.

O estudo também apontou as regiões com imóveis mais baratos nas imediações de estações do Metrô. Todas as áreas ficam na Zona Norte da cidade. Entre as regiões citadas, estão Pavuna, Coelho Neto e Tomás Coelho. O valor médio do metro de um desses bairros é R$ 3.208, R$ 3.700 e R$ 5.016, respectivamente.

FONTE: O Dia

Com juros baixos, alugar imóvel volta a ser opção atrativa

Investimento conservador que costuma fazer especialistas torcer o nariz, a aquisição de um imóvel para alugar ficou mais atrativa na comparação com outros ativos de renda fixa desde que as taxa de juros caíram para patamares mínimos históricos.

O mesmo não é dito quando o assunto é a poupança, que ainda domina as aplicações. É uma questão matemática: com a Selic a 6,5%, o ganho bruto mensal de investimentos em renda fixa tradicional é de 0,47%. Na poupança, o rendimento é de 70% da Selic, ou 0,37%. É percentual semelhante ao 0,4% a 0,5% obtido por um proprietário que deseja alugar um imóvel. O cálculo é feito com base no valor de avaliação da propriedade: um apartamento que vale R$ 300 mil poderia ter valor mensal de aluguel de R$ 1.500. Segundo o professor William Eid, coordenador do Centro de Estudos de Finanças da FGV, o movimento de migração para imóveis é comum em economias desenvolvidas, como Europa e Estados Unidos, onde os juros muito baixos estimulam a diversificação em investimentos desse tipo.

“Imóvel compõe portfólio de investimentos no mundo todo. A gente passou por momentos de crise que deturparam a visão”, afirma Daniel Varajão, planejador financeiro pela Planejar, associação de profissionais do setor. Com juros elevados, como os 14,25% -ou 1% ao mês- que o Brasil viveu há poucos anos, ter dinheiro imobilizado em um imóvel e rendendo a metade do que o obtido em investimentos de pouco risco não fazia muito sentido, do ponto de vista financeiro. Os riscos desse mercado, como vacância, custos de manutenção e a necessidade de manter o valor do bem imobilizado, no entanto, persistem. Varajão se apropria de um conceito de contabilidade para alertar sobre os riscos do investimento mesmo no cenário de juros baixos. “Ativo é aquilo que gera receita, não despesa.” Portanto, não faz sentido entrar em um financiamento imobiliário e pagar juros para ter um imóvel para alugar no futuro.

Da mesma forma, o imóvel gera despesas -como custos de manutenção, que ficam sob responsabilidade do proprietário mesmo que esteja alugado- que precisam ser incluídas no cálculo de rentabilidade. Há ainda a baixa liquidez -a demora em vender o imóvel se precisar de dinheiro. “As pessoas reaprenderam o que é uma reserva de capital. Não se torra esse dinheiro de uma hora para outra”, diz o advogado Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP (sindicato que representa o setor imobiliário).

Eid, da FGV, lembra ainda que nada de concreto mudou no cenário econômico do país e que, por enquanto, juros e inflação em baixa refletem expectativas. Por isso, comprar imóveis agora em que a economia ainda se recupera lentamente pode ser arriscado. Ele acrescenta que, apesar de haver uma percepção de que brasileiros estão mudando hábitos de investimento, isso não se reflete na massa de aplicações. O Tesouro Direto divulgou que o número de investidores ativos na plataforma subiu 35% em 12 meses até novembro, para 752 mil pessoas. Essa massa, porém, é uma fração dos mais de 100 milhões de poupanças do país e da estimativa de 8 milhões de investidores que aplicam via fundos. O professor diz ainda que uma pesquisa feita na FGV mostrou que o brasileiro tem, em média, R$ 2.000 na poupança. O valor é equivalente à renda média mensal, o que significa que quase não há poupança. E esse valor não muda de aplicação. “Essas pessoas estão muito bem enquadradas na base da pirâmide, e nesse patamar o investimento é de proteção contra a pobreza. Elas não estão preocupadas com rentabilidade, mas com a segurança”, afirma Eid. “Por isso ficam na poupança e imóvel com rendimento péssimo”, complementa.

No caso dos imóveis, há ainda a segunda fonte de renda, que também funciona como uma garantia, lembra Varajão, da Planejar. Eid questiona ainda o crescimento do número de investidores na Bolsa. Segundo a B3, o país tinha 813 mil investidores, mas o dado tem sobreposição de CPFs. Se um mesmo investidor tem conta em duas corretoras, ele é contado duas vezes. “Em 2012 fizemos um estudo com declarações de Imposto de Renda dos candidatos. O percentual do patrimônio deles investido em Bolsa era de 0,29%”, diz o professor da FGV. Com esse exemplo, que tende a pegar uma fatia da população com renda mais elevada que a média, ele ilustra quão baixa é a disposição dos brasileiros à diversificação e ao risco.

Como planejador financeiro, Varajão é menos cético e vê entre investidores maior disposição à diversificação. Ele defende que aplicações em Bolsa deveriam levar em consideração a fase de vida e o apetite a risco, mais do que o valor que o investidor tem para aplicar. “A gente veio de um histórico de juros altos. Quem vai fazer qualquer outro investimento se tem 1% ao mês de ganho com baixo risco? O juro alto reprime investimento nas outras classes de ativos. Quando o BC mantém juro baixo por período longo, mesmo quem não tem conceitos financeiros arraigados procura mais rentabilidade”, afirma.

 

FONTE: Folha de São Paulo

Crivella sanciona lei que simplifica e moderniza código de obras e edificações

O prefeito Marcelo Crivella sancionou ontem a lei que simplifica e cria regras mais flexíveis para construções no Rio. As alterações na legislação vão permitir, por exemplo, a construção de prédios com apartamentos de 25 metros quadrados de área mínima (exceto nas regiões de Barra, Vargens e Ilha do Governador). Os primeiros projetos com base no novo Código de Obras devem começar a ser lançados no segundo semestre, segundo previsão do presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), Cláudio Hermolin.

Segundo Hermolin, uma das principais demandas do mercado será licenciar novos empreendimentos no entorno de terminais de transporte de massa (metrô, trens, BRTs e VLTs). O novo Código de Obras reduz as exigências de vagas de garagem num raio de 800 metros dessas estações. Nesses casos, o empreendedor só precisará reservar vagas para o equivalente a 25% do total de apartamentos do projeto.

— Essa flexibilização pode viabilizar economicamente para a construção civil em terrenos que hoje não são aproveitados. A tendência, no caso da Zona Sul, é que não haja muitos projetos por falta de áreas disponíveis, o que limita lançamentos. Um dos poucos terrenos disponíveis é o do 23º BPM (Leblon), mas há restrições legais para o estado se desfazer da área — disse o presidente da Ademi.

A Ademi e a Secretaria de Urbanismo ainda não têm estimativas da quantidade de projetos que podem ser licenciados ainda este semestre. Apesar da sanção, alguns pontos da lei terão que ser regulamentados. Um deles trata da delimitação de áreas no entorno de favelas de todo o Rio, onde será permitido prédios inteiros com apartamentos de apenas 25 metros quadrados.

Crivella diz que a legislação precisava ser modernizada para dar dinamismo e desburocratizar as regras de construção. Para ele, as alterações poderão, inclusive, ajudar a conter a favelização. A nova lei tem apenas 41 artigos, contra 572 da legislação anterior, sendo que algumas das regras estavam em vigor há mais de 40 anos.

— A vida moderna impôs novos ritmos. O código antigo trazia insegurança jurídica, pois havia o risco de ferir algum artigo —afirma ele”.

FONTE: O Globo, por Luiz Ernesto Magalhães


Warning: html_entity_decode(): charset `ISO-8559-1' not supported, assuming utf-8 in /home/atlantid/public_html/blog/wp-includes/general-template.php on line 3237
1 2 3 32