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Contas de água da Cedae vão aumentar

As contas de água da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) serão reajustadas a partir do dia 1º de outubro. O reajuste de 4,8676% foi aprovado e publicado na edição desta terça-feira (3) do Diário Oficial do Estado.

De acordo com a publicação, o aumento é baseado na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), entre maio do ano passado e julho deste ano.

O aumento deveria entrar em vigor no dia 1º de agosto. No entanto, o atraso foi considerado e compensado no reajuste que entrará em vigor.

Segundo a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado (Agenersa), a Cedae terá que divulgar a nova estrutura tarifária com uma antecedência de 30 dias da aplicação do aumento.

Fonte: O Fluminense

Bandeira tarifária continua no patamar vermelho em setembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou hoje (30) que a bandeira tarifária para setembro de 2019 continuará na cor vermelha no Patamar 1, a mesma de agosto. Isso significa que haverá uma cobrança extra de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em julho vigorou a cobrança da bandeira tarifária amarela, na qual há um acréscimo de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos.

De acordo com a Aneel, a decisão de manter a bandeira no patamar vermelho 1 foi tomada devido ao fato de uma parcela significante da energia ser fornecida por meio de usinas termelétricas, que têm custo de geração de energia mais alto. Também pesou na decisão a diminuição do volume de chuvas, com a intensificação da estação seca.

“Setembro é um mês típico do final da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). A previsão hidrológica para o mês sinaliza permanência do quadro de estiagem, com vazões abaixo da média histórica”, disse a Aneel.

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos com fbase nas condições de geração.

O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico– GSF, na sigla em inglês, e o preço da energia (PLD). Segundo a agência, o cenário favorável reduziu o preço da energia para o patamar mínimo, o que “diminui os custos relacionados ao risco hidrológico e à geração de energia de fontes termelétricas”, possibilitando a manutenção dos níveis dos principais reservatórios próximos à referência atual.

No dia 21 de maio, a agência aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. Com os novos valores, caso haja o acionamento, o acréscimo cobrado na conta pelo acionamento da bandeira amarela passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e, no patamar 2 da bandeira, passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. A bandeira verde não tem cobrança extra.

Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.

Fonte: Agência Brasil

Antes terra dos emergentes, Barra da Tijuca passa a atrair perfis variados

Estatísticas mostram que aumento do número de postos de trabalho e melhora na mobilidade ajudaram a diversificar população

RIO — A Barra e os bairros adjacentes, com seu estilo de vida pacato, poucos habitantes e natureza exuberante, foram a inspiração, na década de 1930, para “O sertão carioca”, obra do escritor, ilustrador e naturalista Armando Magalhães Corrêa. O cenário mudou a partir de 1969, com o Plano Lucio Costa, quando começou a urbanização da região. O isolamento que atraiu os primeiros moradores e estimulou empreendimentos acabou sendo substituído, rapidamente, por um crescimento expressivo: o último boom imobiliário foi motivado pela Olimpíada de 2016. Ainda vista como uma Miami carioca por uns e subúrbio chique por outros, o fato é que a Barra criou personalidade ao longo do tempo. De sertão carioca, já não tem nada. Nesta última reportagem sobre os 50 anos do Plano Lucio Costa, O GLOBO-Barra traça um perfil do bairro hoje, a partir das características de seus moradores.

Dados de 2018 do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio) revelam que 143.848 pessoas moram nos 56.412 domicílios da Barra. A maior parte da população é de pessoas com mais 60 anos, com ensino superior completo e pertencente à classe A. A população jovem também é significativa e chega atraída pela possibilidade de garantir qualidade de vida pagando menos do que na Zona Sul. Basta comparar os preços da orla: na Avenida Lucio Costa, o valor do metro quadrado atualmente é de R$ 14.873, contra R$ 30.534 no Leblon, R$ 33.182 em Ipanema e R$ 18.691 em Copacabana.

— Assusta quando comparamos o Censo de 2000 com o de 2010; os números cresceram muito — avalia Maurício Eiras Mesquita, coordenador estatístico do Secovi-Rio e morador do bairro. — A Barra tem tudo: praia, shopping, supermercado, comércio. Muitos jovens que saem de casa têm um salário baixo para morar na Zona Sul e vão para o bairro. Os apartamentos são bons e menores, o que diminui custos com IPTU e condomínio.

A economia local, embora abalada pela crise, assim como a de toda a cidade — o que deixou, por exemplo, muitos imóveis residenciais e comerciais vazios — é representativa. Segundo relatório de 2017 do Observatório de Estudos sobre o Rio de Janeiro da FND/UFRJ, 14% da população do município moram na AP4 (área que compreende Barra, Jacarepaguá, Recreio, Itanhangá, Anil, Gardênia Azul, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Pechincha, Tanque, Taquara, Praça Seca, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande e Vila Valqueire), onde estão também 16% dos empregos formais . Mário Osório, doutor em Planejamento Urbano e Regional, professor da UFRJ e presidente do Instituto Pereira Passos, afirma que boa parte dos moradores da Barra é de profissionais liberais e empresários de pequeno e médio porte dedicados, sobretudo, à prestação de serviço e ao comércio. No que se refere aos empregos formais, a média salarial é baixa, o que contribuiu para o crescimento das periferias em torno do bairro, nas quais vivem, em grande parte, pessoas que trabalham na região.

— Como o comércio paga pouco, muitos trabalhadores vão morar em Jacarepaguá, Rio das Pedras e Rocinha, nos arredores do bairro. A Barra ainda tem essa característica de emergente. Nos anos 1970, a ideia era que o bairro fosse o centro geográfico da cidade, mas a ocupação seguiu o modelo dos Estados Unidos, onde a classe média ocupava as áreas suburbanas. No Rio, isso se deu perto do mar, onde as pessoas sempre gostaram de morar —afirma Osório.

FONTE: O Globo – Barra


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