Dia do Zelador: Conheça suas reais funções

 

No mês de fevereiro, comemoramos o dia do zelador. Quer conhecer mais sobre essa figura tão importante em nosso condomínio? Vem com a gente!

 

O zelador é o profissional responsável por zelar pelo andamento das atividades dentro do condomínio. Ele deve manter a conservação das áreas comuns e colaborar para que as normas internas sejam cumpridas. 

 

Você sabia que o zelador é o braço direito do síndico? Ele é considerado um verdadeiro gerente, cabendo a ele a supervisão do trabalho de porteiros, garagistas, vigilantes, faxineiros e demais funcionários.

 

Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), as atribuições do zelador em condomínios residenciais são:

Manutenção predial

  • Inspecionar corredores, pátios, áreas comuns do prédio;
  • Assegurar a limpeza, reparos, condições de funcionamento de elevadores, parte elétrica, hidráulica e de outros equipamentos;
  • Fazer manutenção e reparos simples nos equipamentos, desde que seja de pequena monta e tenha conhecimento básico;
  • Cuidar da higiene das dependências e instalações, supervisionando a limpeza;
  • Executar serviços de manutenção geral, como troca de lâmpadas fusíveis.

Gestão de pessoas e cumprimento das normas

  • Zelar pelo cumprimento do regulamento interno e pelo uso devido das instalações;
  • Comunicar ao síndico/administradora todas as irregularidades surgidas;
  • Encarregar-se da recepção, conferência, controle e distribuição de correspondências;
  • Realizar o controle dos horários de entrada e saída dos funcionários;
  • Distribuir as tarefas diárias de faxina e limpeza do condomínio;
  • Fiscalizar a atuação dos funcionários e prestadores de serviços;
  • Manter uma comunicação clara e respeitosa com funcionários e condôminos;
  • Ajudar o síndico a elaborar a escala de folgas e férias dos outros profissionais do condomínio;
  • Zelar pelo sossego e pela observância da disciplina, interceder quando tiver barulho fora do horário permitido, relatar ao síndico as ocorrências, distribuir, coordenar e fiscalizar tarefas entre os empregados;
  • Atender e orientar os moradores e visitantes em assuntos pertinentes ao condomínio.

Supervisão de reformas e obras de manutenção predial

  • Realizar pequenos reparos e requisitar profissionais habilitados para serviços técnicos. O zelador não pode executar tarefas de manutenção ou execução de serviços que exijam conhecimento técnico e coloquem em risco sua segurança pessoal;
  • Supervisionar a manutenção de máquinas, motores, bomba d’água e dos demais equipamentos e instalações do condomínio;
  • Acompanhar a visita de técnicos das concessionárias de água, luz e telefonia;
  • Auxiliar nos serviços de emergência;

 

Reparou o quanto esse profissional é importante para o bom andamento do condomínio? Parabenize seu zelador por esse dia tão especial! 

ABADI dá dicas de aluguel por temporada no Carnaval do Rio

A poucos dias do Carnaval, as opções de hospedagem para turistas que querem passar o feriadão no Rio de Janeiro já estão bastante reduzidas. Com quase 80% dos quartos de hotéis reservados na cidade, segundo pesquisa divulgada pelo Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município do Rio de Janeiro, a alternativa tem sido o aluguel por temporada via plataformas digitais. Mas, a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI) alerta para alguns cuidados que devem ser tomados no momento da transação.

“É muito importante que as pessoas fiquem atentas quanto aos valores cobrados pelos alugueis. Preços fora do padrão, ou seja, diárias muito baratas podem ser golpe. Além disso, é fundamental que a busca seja feita com calma e que todos os detalhes da acomodação sejam levados em consideração. Se a pessoa optar por fazer tudo digitalmente, dê preferência aos sites mais conhecidos e com referências de locatários anteriores”, destaca Marcelo Borges, diretor de Condomínio e Locação da ABADI.

Marcelo destaca, também, que buscar informações sobre a empresa que está intermediando o aluguel é indispensável.

“Saber se a administradora ou imobiliária é idônea é fácil e pode ser feito pela internet. Após isso e já com o imóvel escolhido, o ideal é fazer uma vistoria no imóvel pessoalmente antes de fazer qualquer pagamento”, comenta Marcelo.

Poucas unidades disponíveis

Nos bairros mais procurados do Rio de Janeiro, muitas imobiliárias tradicionais já não contam mais com unidades disponíveis. Carlos Samuel de Oliveira Freitas, presidente da ABADI, acredita que o Carnaval alcança quase a mesma procura do réveillon na cidade.

“As consultas nas imobiliárias aumentaram muito. O Carnaval é a época do ano onde a locação rápida se beneficia muito e tem um peso muito grande para o setor”, diz Carlos Samuel.

Copacabana é campeã

O bairro onde se tem a maior procura nessa época do ano, não é ninguém mais ninguém menos que Copacabana. O bairro é tradicionalmente o campeão de buscas por locação na Cidade Maravilhosa.

“Copacabana é o bairro mais democrático do Rio de Janeiro. É onde se tem o melhor custo-benefício, de fácil acesso, com grande oferta de serviços, próximo das principais praias, dos blocos queridinhos e das melhores festas do Rio nessa época”, comenta Samuel.

 

Governo quer vender sua fatia em imóveis à beira-mar e morador poderá se livrar do pagamento de foro

O governo pretende vender a sua parte em todos os imóveis localizados nos chamados terrenos de Marinha, à beira-mar, hoje ocupados em regime de aforamento. Atualmente, são cerca de 300 mil unidades nessa situação em todo o país, a maior parte no Rio de Janeiro, segundo dados da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Economia. Imóveis icônicos da Zona Sul da capital fluminense, como o Hotel Copacabana Palace e o Edifício Biarritz, estão na lista.

O governo dará aos atuais donos a opção de compra da parte remanescente da União. A expectativa é levantar, ao todo, R$ 3 bilhões com a medida, de acordo com a pasta.

Os imóveis construídos nesses terrenos têm escritura, mas os moradores são obrigados a pagar anualmente à União uma taxa de aforamento sobre o valor do terreno. A idéia é que essas pessoas possam comprar essa parcela que hoje é detida pelo governo e, assim, obter o domínio pleno dos imóveis, ficando livres do pagamento de taxas.

Regras vêm do século XIX

No regime de aforamento, a propriedade do imóvel é compartilhada entre a União e um particular (cidadão ou empresa). Isso é dividido na proporção de 83% do valor do terreno para o cidadão e 17% para a União. Por conta dessa divisão, os proprietários do imóvel pagam taxa anual de foro pelo domínio útil, uma espécie de aluguel pelo uso da parte que pertence ao governo.

Agora, a União vai permitir ao atual proprietário comprar os 17% do governo para se tornar o proprietário exclusivo do patrimônio. Essa possibilidade será facultada apenas à pessoa física ou empresa que detém o imóvel. A venda não será aberta a terceiros.

“É um tipo específico de venda que se dá por remição de foro. Nessa situação, o cidadão morador de um imóvel aforado ganha a oportunidade de remir o foro, ou seja, de comprar a parte do terreno da União que ele ocupa”, explicou em nota o Ministério da Economia.

A ação se tornou possível com uma medida provisória (MP) editada no fim do ano passado. Essa MP permite que a avaliação do imóvel seja feita pela planta de valores. Esse instrumento fixa o valor do metro quadrado dos logradouros da cidade, com base em pesquisas de mercado, e serve de referência para o cálculo do IPTU, por exemplo.

Antes, a avaliação precisava ser feita presencialmente, o que praticamente impedia essa análise por parte do governo.

Os terrenos de Marinha existem desde que o Brasil era parte do reino de Portugal. Eles foram instituídos em 1818 para garantir a defesa nacional, em caso de um possível ataque inimigo, e para assegurar o acesso livre da população ao mar. Mas, logo após a Independência, o Império descobriu que poderia também lucrar com esses terrenos.

Em 1831, a lei orçamentária previu pela primeira vez a sua exploração por terceiros, mediante o recolhimento de taxas. A essa operação era dado o nome de aforamento ou enfiteuse, sistema trazido para o Brasil ainda nos primórdios da colonização, com a criação das capitanias hereditárias.

O ataque naval ao Rio nunca aconteceu, mas, quase dois séculos depois, os terrenos de Marinha ainda representam uma dor de cabeça para os proprietários e permanecem compondo a base de imóveis da União.

Existem 73.458 imóveis aforados no Rio, segundo o ministério. Além da capital, há imóveis nessa situação em Angra dos Reis e Niterói, por exemplo.

Utilizando-se a média de marés altas do ano de 1831, foi traçada uma linha imaginária. Todas as propriedades particulares que estivessem dentro de uma faixa de terra de 33 metros (alcance de uma bala de canhão) a partir do mar ou dos rios navegáveis teriam de pagar foro à Coroa (taxa anual), além de um percentual no caso de venda (o laudêmio).

Mudanças na legislação e nas marés, ocupação irregular e construção de aterros legais e ilegais ao longo das praias e lagoas alteraram a localização original dos terrenos de Marinha, fazendo com que houvesse cobrança inclusive para imóveis localizados bem além dos 33 metros.

Desconto para atrair proprietários

Os ocupantes destes imóveis pagam, atualmente, duas taxas para a União: o foro e o laudêmio. A taxa de foro equivale a 0,6% ao ano sobre o valor do terreno. Já o laudêmio é de 5% sobre o valor do terreno, sendo cobrado apenas no caso de venda do imóvel.

Ocupantes de edifícios importantes do Rio, construídos na orla da Zona Sul, ainda precisam pagar as taxas, que são cobradas por cada unidade. Segundo o Ministério da Economia, é o caso de prédios famosos como o Edifício Seabra, o Edifício Praia do Flamengo e o Edifício Biarritz, todos na Praia do Flamengo.

Em Copacabana, destacam-se o Hotel Copacabana Palace, erguido entre 1919 e 1923, e o vizinho Edifício Chopin, conhecido endereço de celebridades e socialites.

O Ministério da Economia prepara uma portaria com as regras para a venda, que deve ser publicada nas próximas semanas. O texto vai apresentar os prazos para a venda e a forma como os valores são calculados.

Haverá um teto para o valor que a União cobrará pelos imóveis. Com isso, não serão cobrados exatamente 17% sobre o valor do terreno. Além disso, deve haver um desconto, para atrair os proprietários.

Caso o proprietário não queira comprar a parte da União, o imóvel permanece aforado e utilizado pelo ocupante dentro das regras previstas no atual regime de aforamento.

A equipe do ministro Paulo Guedes está empenhada na iniciativa. “Trata-se de uma medida duplamente positiva. As remições beneficiarão os particulares e a União. Os foreiros terão mais segurança jurídica e serão donos de todo o imóvel que ocupam.

Para o governo, o fim desses aforamentos, com a venda dos 17%, significa redução de gastos com cobranças e emissões de Darfs (documentos de arrecadação de receitas federais), além de garantir uma arrecadação extra”, informou o Ministério da Economia.

Entenda a diferença entre as taxas

Aforamento ou enfiteuse

É o regime vigente nos chamados terrenos de Marinha, categoria criada ainda antes da Independência do país sob o argumento de que seria uma forma de assegurar a proteção da costa. Os donos desses imóveis têm escritura de propriedade, mas ela é compartilhada com a União. O proprietário tem que pagar ao governo federal uma taxa anual equivalente a 17% do valor do terreno.

Laudêmio

É a cobrança de uma taxa de 5% sobre o valor venal de um terreno em transações de venda de imóveis originariamente pertencentes à União, como os da orla marítima. É pago pelo vendedor do bem, mas não é considerado um tributo.

FONTE: O Globo


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