Região portuária ressurge como área de interesse para moradia

A região portuária é um dos destaques dentre os locais de interesse para construção de unidades habitacionais na cidade do Rio de Janeiro.

Entre os principais benefícios, estão a facilidade de transporte e de integração com outros bairros, proximidade da principal região empregatícia e cultural e o aumento da qualidade de vida dos moradores.

“A região do Porto, do ponto de vista de novas residências, pode gerar um boom imobiliário fantástico para a cidade do Rio de Janeiro. É uma área com muito espaço, facilidade de mobilidade, proximidade com o maior centro de trabalho do estado e integração com outros bairros, por meio de túneis e outras formas de transportes públicos, como metrô, trem, VLT e BRT”, observa o vice-presidente administrativo do Secovi Rio, Ronaldo Coelho Netto.

Em reportagem recente do DCI,a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto Maravilha (Cdurp) falou sobre o potencial econômico da região, que recebeu R$ 9,9 bilhões em investimentos e tem 85% das obras de urbanização e infraestrutura concluídas.

Os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) negociados com empreendedores imobiliários garantiram os recursos investidos pela prefeitura, que projeta o aumento de 32 mil para 100 mil no número de habitantes na região de 5 milhões de metros quadrados.

“As melhorias de mobilidade na cidade do Rio trazem uma nova possibilidade de moradia, inclusive para residirem em outros municípios da Região Metropolitana do Rio”, acredita Ronaldo Coelho Netto. Levantamento feito pela Prefeitura do Rio a partir de 2013 prevê 51 projetos residenciais, 38 comerciais, 8 culturais e 7 hoteleiros, entre outros, no Porto.

No período olímpico, a região viu o aumento de ações para forma ção de profissionais e contratação de moradores. Cerca de 15% dos funcionários da Cdurp, do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio (MAR) vivem nos arredores. Hotéis e bares e o sistema do VLT também empregam mão de obra que vive na região do Porto Maravilha.

(DCI)

Investimentos em mobilidade valorizam imóveis vizinhos

Investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana contribuíram para a valorização do metro quadrado em diversas regiões da capital fluminense. Os BRTs e a Linha 4 do metrô, usados para o transporte de espectadores da Rio 2016, impactaram principalmente a Barra da Tijuca.

Mas a facilidade de acesso ao transporte traz diferenças mesmo em áreas vizinhas. No entorno da estação de metrô do Jardim Oceânico, a média do metro quadrado dos imóveis chegou a R$ 12.879, 24,71% acima do preço médio da Barra, e 30,07% superior à média municipal.

Já a Região Olímpica, que inclui os arredores do Parque Olímpico, teve média de R$ 7.703, 25,4% menor que a da Barra e 22,2% abaixo do m² médio da cidade. A diferença é que a área é atendida apenas por ônibus e BRTs – a viagem entre a estação do Morro do Outeiro e o metrô leva de 30 a 40 minutos.

“Esses investimentos em infraestrutura valorizaram imóveis nas regiões diretamente afetadas, que estavam degradadas ou mal exploradas. Mesmo as áreas que não receberam intervenções diretas foram relembradas como novas possibilidades de moradia. O Parque Olímpico passou a ser um local que ofereceria qualidade de vida para quem estava pensando em se mudar do Rio”, diz o vice-presidente administrativo do Secovi Rio, Ronaldo Coelho Netto.

Coelho Netto, porém, lembra que não há perspectiva de novos investimentos em mobilidade a curto prazo. “A ampliação do sistema de transportes foi feita para receber os turistas dos Jogos. Novos polos poderão surgir na cidade desde que haja investimentos. Sem inovação ou atrativo, é muito difícil haver valorização imobiliária”, afirma.

Para o vice-presidente do Secovi Rio, este é o momento ideal para negociações já que o mercado imobiliário está retraído, com aumento da oferta e preços mais retraídos. “A chegada do metrô na Barra eleva o potencial de valorização dos arredores do Jardim Oceânico pela facilidade de transporte. O mesmo acontece nos bairros com BRTs, que facilitam o ir e vir. Quando se facilita o transporte em uma região, as próprias construtoras procuram terrenos nessa área”, ressalta.

Valorização

Nos arredores do Complexo Esportivo de Deodoro, na zona oeste, houve a construção do BRT da Transolímpica, até o Recreio dos Bandeirantes. Futuramente, será concluído o BRT Transbrasil, até o centro do Rio. A área passou a ser um novo espaço de interesse para a construção de residências. Somente o bairro de Guadalupe teve valorização de 11,14% entre maio e agosto deste ano.

“Foi a região com a maior valorização para locação, e compra e venda de todo o Rio. Ela atende a classe de renda mais baixa com facilidade de transporte. Isso comprova que a cidade tem novas regiões atraentes para moradia. Quando se tem mobilidade, a população se desloca do centro porque sabe que terá mais qualidade de vida nos arredores, com imóveis maiores, mais agradáveis e vizinhança melhor”, defende Coelho Netto.

(DCI)

Linha 4 do metrô começa a funcionar para o público nesta segunda

A Linha 4 do Metrô, que vai de Ipanema, na Zona Sul, até a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, abriu para o público nesta segunda-feira (19). O trecho foi inaugurado no dia 1º de agosto, mas estava disponível apenas para quem tinha ingressos para assistir os jogos da Rio 2016.

O Bom Dia Rio acompanhou a primeira viagem do metrô, que durou cerca de 12 minutos da estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, até a estação da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

“Vai ser ótimo, vai ser muito bom”, analisou o economista Roberto Tavares, morador da Barra da Tijuca que utilizou a linha pela primeira vez nesta segunda a caminho do Centro da cidade. “Vamos ganhar mais de uma hora por dia. Mais ou menos duas horas por dia [utilizando a linha 4 do metrô]”, completou o economista.

De acordo com o secretário de operações do Metrô Rio, Daniel Habib, o intervalo entre uma viagem e outra será de seis minutos e trinta segundos durante todo o primeiro dia de operação. “Em princípio vamos trabalhar com esse intervalo até o final do ano”.

Barra x Centro

Segundo o secretário estadual de transportes, Rodrigo Vieira, em 2017 será possível fazer o trajeto Barra x Centro sem a necessidade de troca de trem na estação General Osório.

“A obra civil está pronta e no ano que vem não será mais necessário fazer a troca de trens”, garantiu. O secretário acrescentou que em 2018 é prevista a entrega da estação da Gávea.

“R$ 489 milhões é a estimativa para esse trecho de túnel [até a Gávea] e de estação que faltam para finalizar a linha 4. O estado está buscando fonte de financiamento. Hoje estamos analisando as alternativas”.

Funcionamento dos trens

O funcionamento dos trens que, inicialmente seria das 11h às 15h, agora será entre 6h e 21h, de segunda a sexta-feira. Inicialmente, a Linha 4 não funcionará nos fins de semana e nos feriados.

O trajeto Jardim Oceânico x Ipanema poderá ser realizado em 16 minutos. Já para o percurso Jardim Oceânico x Carioca serão gastos 34 minutos.

Segundo a concessionária, com o funcionamento da Linha 4 do metrô Rio, a cidade terá menos 2 mil carros nas ruas em horários de pico.

Estação Gávea só em 2018

A linha 4 tem seis estações exclusivas. No entanto, somente cinco foram concluídas para o início da operação: Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz.

A Estação Gávea, no bairro homônimo, tem previsão de ser finalizada somente em 2018. De acordo com o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, as obras da referida estação já têm 42% de execução e precisa de verba para ser concluída.

“No momento em que foi feito o licenciamento ambiental dela, o órgão ambiental entendeu que ela deveria ter duas plataformas. Portanto, ele alterou o projeto inicial dela e nós tivemos que fazer novos projetos e ela saiu do horizonte olímpico. O governo do estado está buscando fontes de financiamento para fazer essa finalização de obra”, afirmou o secretário.

(G1)


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