Mesma rua, preços diferentes: variação pode chegar a 40%

Barra da Tijuca ou Recreio? Lagoa ou Ipanema? Vias como Avenida das Américas e Epitácio Pessoa têm em comum a característica de cortar esses dois bairros, respectivamente. Em função disso, também guardam urna peculiar variação no preço médio do metro quadrado, cuja diferença chega a 40% ao longo de sua extensão.

Esse quadro foi identificado num levantamento do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio). a partir da comparação entre imóveis similares em famosas ruas e avenidas do Rio, e evidencia como uma mesma via pode oferecer oportunidades bem distintas de negócio, exigindo um olhar criterioso por parte dos compradores.

É na Avenida Lúcio Costa que está a maior diferença levantada. Enquanto o preço médio do metro quadrado é de R$ 11.431 no Recreio dos Bandeirantes, na Barra da Tijuca sobe para R$ 16.118, uma elevação de 40,63%. Essa mesma proporção se repete na Avenida das Américas, onde os valores são de R$ 7.966 e R$ 11.142, respectivamente.

Segundo o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider, os motivos por trás dessas diferenças devem ser analisados caso a caso.

– A Lücio Costa é muito longa e isso está precificado. apesar de ser a mesma praia – afirma ele. – O Recreio é mais afastado dos principais pontos de comércio, do metrô que será inaugurado e dos acessos à Zona Sul. Por isso, tem preços mais baixos.

A alguns quilômetros dali, a Avenida Epitácio Pessoa tem uma elevação de 18% no preço do metro quadrado da Lagoa para Ipanema.

– A parte de Ipanema e mais valorizada por ser um bairro mais tradicional, ter praia e um forte apelo cultural e social, com opções em restaurantes e bares – analisa Schneider.

Segundo ele, como o levantamento foi feito a partir de imóveis já estabelecidos, com mesmo porte e condomínios similares, a informação sobre essas diferenças mostra questões importantes para quem está em busca de imóvel, como a capacidade de economizar na hora de fechar um negócio ou até mesmo de optar por uma unidade maior em outro ponto da mesma rua.

– Com R$ 3 milhões talvez seja possível adquirir um três quartos em Ipanema. Mas o mesmo valor também daria para comprar um quatro quartos na Lagoa. Não é a área mais nobre da Epitácio Pessoa, mas o proprietário não perde a proximidade da praia e tem outros benefícios, como a área de lazer da própria Lagoa.

Em alguns casos, a oscilação de valores pode ser ainda mais específica. De acordo com o diretor nacional de prontos da Brasil Brokers, Lucas Cardozo, a Conde de Bonfim é um exemplo disso. conforme cálculos feitos por ele.

– A via não tem uma referência tão óbvia conto a praia, mas sofre impacto das estacões de metrô. Próximo à São Francisco Xavier, o valor do metro quadrado é R$ 7.100. Na Saens Pena, chega a R$ 7.600 e próximo à Estação Uruguai cai para R$ 7. 250. O menor valor é no Alto da Boa Vista: R$ 6 mil – comenta, justificando a maior valorização da Sans Pena com a praça e a oferta comércio na região.

NA PONTA DO LÁPIS

Ele também concorda que essas diferenças podem ajudar quem deseja fazer as melhores escolhas baseadas nos valores a serem gastos com o imóvel. Em ruas com menor extensão, isso fica ainda mais evidente.

– É onde você consegue os menores sacrifícios em relação à localização, já que não estará necessariamente distante dos objetivos que te atraíram para aquela localidade – ilustra Cardozo.

Menor do que as avenidas mencionadas anteriormente, a Rua Paissandu é um exemplo. Por lá, o levantamento do Secovi Rio identificou que o valor do metro quadrado está em R$ 11.920 no Flamengo e R$ 12.516 em Laranjeiras (5% mais caro).

Parece pouco, mas quando posto na ponta do lápis. o ganho pode ser alto na hora de fechar a compra. Em um apartamento de 70 metros quadrados, por exemplo, a diferença de preço passaria de R$ 41 mil.

– Levando-se em consideração o momento do mercado, a gente praticamente não tem nenhuma venda que tenha pelo menos 5% de desconto, chegando até a 20% em alguns casos – acrescenta Cardozo.

Mas, ainda que prioritário, o fator preço não deve ser único levado em consideração. A recomendação é do coordenador do MBA de Gestão de Negócios Imobillários, Pedro Seixas. Segundo ele, a variação de valores também é importante para mostrar como a avaliação de um imóvel deve ser muito mais localizada do que a rua em si.

– É importante ter um corretor de confiança e conhecer bem a região do imóvel, inclusive, em períodos diferentes. É comum a gente fazer essa busca somente aos sábados ou quando temos tempo para isso. Mas temos que lembrar que não vamos morar no apartamento somente nesses dias – destaca Seixas.

Schneider concorda e também dá dicas:

– Comece levantando dados pela internet para uma triagem prévia e visite aqueles que parecem mais interessantes. Depois, tente estabelecer urna proporção entre os aspectos que considera mais importante, como localização, vista, espaço, vaga de garagem, comércio e escola. Essa é a escolha racional.

O PREÇO DO METRO QUADRADO

AVENIDA LÚCIO COSTA

RS 16.118 (Barra)

R$ 11.461 (Recreio)

AVENIDA DAS AMERICAS

R$ 11.142 (Barra)

R$ 7.966 (Recreio)

AVENIDA ATLÂNTICA

R$ 19.908 (Copacabana)

R$ 18.896 (Leme)

RUA PAISSANDU

R$ 12.516 (Laranjeiras)

R$ 11.920 (Flamengo)

AVENIDA DOM HELDER CÂMARA

R$ 6.865 (Cachambi)

R$ 6.339 (Del Castilho)

R$6.029 (Pilares)

AVENIDA EPITÁCIO PESSOA

R$ 22.482 (Ipanema)

RS 18.965 (Lagoa)

AVENIDA MARECHAL RONDON

R$ 5.037 (São Francisco Xavier)

R$4.383 (Engenho Novo)

(O Globo)

Mudança no trânsito e nos transportes com fechamento da Av. Rio Branco

Com a interdição da Avenida Rio Branco entre a Avenida Nilo Peçanha e a Rua Santa Luzia a partir das 6h de sábado, 16 de janeiro, haverá mudanças no trânsito e nos itinerários de ônibus. As linhas que seguiam pela Avenida Rio Branco neste trecho serão desviadas pelas avenidas Nilo Peçanha e Graça Aranha.

Ao todo, 82 linhas de ônibus terão seus itinerários alterados. Destas, 15 terão mudanças nos pontos finais. Com a mudança, o trecho da Avenida Nilo Peçanha, entre a Avenida Rio Branco e a Rua Debret, passará a operar em mão única. A Rua Debret também muda de sentido, entre a Avenida Almirante Barroso e a Rua Araújo Porto Alegre.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) e a Concessionária VLT Carioca desenvolveram plano para gerenciamento e redução de impacto das intervenções.

Quinze faixas de atenção foram instaladas na semana passada ao longo do trajeto para avisar aos motoristas sobre alterações e novas rotas. Placas informativas e monitores vão orientar os usuários de ônibus nos pontos que serão desativados. Também serão distribuídos 60 mil folhetos com detalhes das mudanças.

O novo Passeio Público da Avenida Rio Branco terá 600 metros de extensão de área exclusiva para pedestres, ciclistas e passagem para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A nova configuração será implementada em área de grande movimentação cultural, valorizando imóveis importantes como o Museu Nacional de Belas Artes, o Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional, o Centro Cultural da Justiça Federal e o Cine Odeon.

Limpeza de calçada com água potável está proibida no Rio

Em tempos de combate ao desperdício e valorização de atitudes sustentáveis, parece surreal “varrer” a calçada com água. Mas ainda tem muita gente cometendo esta gafe, que pode parecer inocente mas afeta muitas pessoas, principalmente em um momento de grave crise hídrica no Sudeste. Mas a prática está com os dias contados! Agora os espertinhos deverão respeitar as normas da Lei Municipal 6.042, de 29 de Dezembro de 2015, que proíbe os moradores da cidade do Rio de utilizar água potável para lavagem de calçadas. Também não é permitida a lavagem de veículos em via pública com uso de mangueiras. Água de reuso ou obtida com coleta de chuva estão liberadas.

No § 1º do artigo 1º, a lei deixa bem claro aquilo que todos deveriam praticar: “A limpeza de calçadas, estacionamentos e outros logradouros externos de acesso público deverá ser realizada por meio de varrição, aspiração e outros recursos que prescindam de lavagem, exceto quando esta for feita com água de reuso ou de aproveitamento de água de chuva”.

Importante ressaltar que a limpeza com água potável será permitida em três casos: após ocorrência de alagamentos e acidentes com derramamento de líquidos e material em pó ou granulado não perigosos; em frente a açougues, peixarias, abatedouros e outros estabelecimentos em que haja risco de escorrimento de sangue; onde a varrição não seja suficiente para uma adequada limpeza, como em decorrência de acúmulo de fezes de animais e pelo tráfego de pedestres com calçados sujos de lama.

(Secovi Rio)


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