Inaugurado o túnel Prefeito Marcello Alencar

A Prefeitura do Rio inaugurou neste domingo, 19 de junho, o Túnel Prefeito Marcello Alencar, parte da Via Expressa – uma das principais obras viárias do Porto Maravilha, que absorverá o tráfego de veículos do antigo Elevado da Perimetral.

Com a inauguração do túnel e da Via Expressa, com extensão de 6,8km, os cariocas voltam a ter uma ligação viária entre a Avenida Brasil, Ponte Rio-Niterói e Aterro do Flamengo. Este é o maior túnel rodoviário urbano do País, composto por duas galerias – Continente (sentido Aterro do Flamengo) e Mar (sentido Avenida Brasil) e com três faixas de rolamento por sentido.

Sem semáforos e saídas intermediárias, o Túnel Prefeito Marcello Alencar será o meio mais eficaz para cruzar a Região Portuária e o Centro. A galeria Continente, com 3.370 metros, tem capacidade para receber até 55 mil veículos por dia e será a primeira aberta ao tráfego a partir deste domingo. A galeria Mar, com 3.382 metros, começará a funcionar em julho e, a partir da operação, elevará a capacidade para 110 mil veículos por dia.

O túnel integra o conjunto de mudanças estruturantes promovido pela Prefeitura do Rio na construção de um novo modelo de mobilidade urbana. Na região do Porto Maravilha, as vias Binário do Porto (inaugurada em novembro de 2013) e Expressa substituem o conjunto Avenida Rodrigues Alves e Elevado da Perimetral com ganho de capacidade.

As alterações redefinem o sistema viário, criam áreas para pedestres e ciclistas, como a Orla da Guanabara Prefeito Luiz Paulo Conde, e introduzem meios de transporte como o BRT Transbrasil, que entrará em operação em 2017, e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com a primeira etapa Rodoviária-Aeroporto inaugurada no dia 5 de junho.

De acordo com projeções da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), a Via Expressa vai desafogar o fluxo de veículos nos túneis Santa Bárbara e Rebouças, com redução de tráfego estimada em 30% e 20%, respectivamente, no horário de pico da manhã. No Santa Bárbara, sentido Zona Sul, a queda projetada aponta diminuição de 800 veículos de um total de 3.400 no horário de pico da manhã.

Enquanto no Rebouças, no sentido Zona Sul, no mesmo horário, haverá uma redução de 700 veículos do total de 4.200. No pico da tarde, projeções indicam que o número de carros no Rebouças deverá cair 750 do total de 4.500 veículos, menos 15%. No Santa Bárbara, a estimativa de diminuição é de 25%, 800 do total de 3.500 carros.

Construído e operado pela Concessionária Porto Novo, contratada pela prefeitura para executar as obras e prestar serviços públicos nos 5 milhões de metros quadrados da Área de Especial Interesse Urbanístico da Região do Porto do Rio de Janeiro, o túnel segue normas internacionais de segurança.

O túnel tem duas baias de refúgio em cada sentido e nove portas de emergência entre as galerias com distância aproximada de 300 metros entre elas. Duas delas serão voltadas também ao acesso de veículos em atendimentos de emergências.

A operação de cada galeria dispõe de oito conjuntos balizadores de faixa (equipamento conhecido como seta-xis) que indicam a condição de tráfego de cada faixa, 186 caixas de som para megafonia, 46 telefones de emergência (call box), seis Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) e 22 jato-ventiladores divididos em 11 pares 100% reversíveis. Sensores de gases CO e CO², detecção de calor e opacímetros também fazem parte dos equipamentos da via que tem ainda 1.430 luminárias monitoradas por meio de telegestão. O túnel fica a 43 metros abaixo do nível do mar.

Monitoramento

Das 105 câmeras instaladas,  51 são utilizadas exclusivamente na galeria Continente. As imagens são monitoradas pelo Centro de Controle de Operações (CCO) da Concessionária Porto Novo, que funciona 24 horas por dia nos sete dias da semana e é ligado ao Centro de Operações Rio (COR) da prefeitura.

Um operador do CCO, um supervisor de pronto atendimento, quatro operadores com motocicletas, dois operadores com picapes, um guincho multi plataforma-pesado e um sistema de rádio com frequência exclusiva fazem parte da operação do novo túnel, que tem diferentes limites de velocidade em seu interior: 40 Km/h (em curva), 60 Km/h (depois das curvas) e 80 Km/h (em linha reta). O acesso ao túnel é proibido a caminhões, pedestres, skatistas e ciclistas.

Combate a incêndio

O túnel contém 106 hidrantes com saída dupla, cada uma com 30 metros de mangueira. Duzentos e doze extintores de incêndio distribuídos no interior do túnel podem ser acessados a cada 30 metros. Dois reservatórios de água com 30 mil litros cada têm capacidade equivalente a 12 caminhões pipa (de 5 mil litros) e são responsáveis por abastecer a rede exclusiva de combate a incêndio.

Drenagem

O sistema de drenagem tem cisterna com capacidade útil para armazenar 390 mil litros de água, o que corresponde a 78 caminhões pipa (de 5 mil litros). É composto por quatro bombas, cada uma com capacidade de retirar 100 m³ de água por hora, o que corresponde a 20 caminhões pipa (de 5 mil litros) por hora em cada bomba.

Horário de funcionamento

O Túnel Prefeito Marcello Alencar ficará fechado ao tráfego diariamente das 22h às 4h. Nesse horário, motoristas em direção ao Centro deverão seguir pelas avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas. Para acessar a Zona Sul, recomenda-se duas opções: seguir pela Avenida Presidente Vargas até o Viaduto 31 de Março e Túnel Santa Bárbara ou Elevado Paulo de Frontin e Túnel Rebouças.

(Imprensa Cdurp)

9 coisas que podemos aprender sobre o mercado imobiliário dos EUA

 

O mercado imobiliário norte-americano pode ser bem diferente do brasileiro, tendo, como todos, suas peculiaridades. Porém, podemos aprender, e muito, com ele. A seguir, listamos hábitos e curiosidades do mercado imobiliário dos Estados Unidos, para que você conheça mais sobre ele. Confira!

  1. Lá, para você ser um corretor, precisa morar nos Estados Unidos, ter mais de 18 anos, não ter ficha criminal e ser aprovado em três provas classificatórias, que testam tópicos como Avaliação de Imóveis, Financiamento Imobiliário, Aspectos Jurídicos do Imobiliário, Direito Empresarial etc.
  2. Depois de habilitado, o corretor deverá escolher a empresa Broker para a qual vai trabalhar, mesmo que trabalhe de forma independente, sem vínculo com imobiliárias. É como se fosse uma licença que, sem ela, o corretor não pode exercer sua profissão. Cada empresa cobra uma percentagem diferente sobre as vendas.
  3. Existe um site para corretores, conhecido como MLS, onde o corretor é obrigado a colocar qualquer imóvel e suas informações – a não ser que o cliente assine um termo especial para que seu imóvel não seja divulgado lá.
  4. Caso o cliente goste de algum imóvel, antes de sair para negociar, é indicado checar com o banco o quanto ele conseguirá de empréstimo, para prevenir que descubra que não terá dinheiro suficiente apenas no momento de fechar o negócio.
  5. Antes da venda ser concretizada, há várias inspeções. O comprador negocia para que algo que precise de conserto, por exemplo, seja consertado antes do imóvel ser vendido, ou para que haja um desconto no valor do imóvel por essa razão. O corretor tem que estar presente nas inspeções e fazer a sua própria. Se algo der errado e ele não estiver presente ou tiver sido negligente, será responsabilizado e penalizado.
  6. Quando a oferta é formalizada, é elaborado um documento de 16 páginas com todos os detalhes da casa, taxas e impostos incidentes.
  7. A transação final é feita por uma empresa terceirizada, que lida com o dinheiro e com as licenças que o imóvel porventura precise. O corretor não lida, de nenhuma forma, diretamente com o dinheiro.
  8. Quando o dono do imóvel assina o contrato, está ciente de que 6% do valor vão para os corretores, sendo 3% para o corretor do comprador e, 3% do vendedor.
  9. O valor do imóvel não é definido pela vontade do dono. É estabelecido por meio de um comparativo entre as propriedades vendidas naquela região que tenham tamanho próximo ao imóvel em questão e detalhes semelhantes, como piscina, número de quartos etc. No contrato pode estar especificado que, se não houver nenhuma oferta em 30 dias, o preço da venda pode ser reduzido.

E então, gostaram de conhecer alguns detalhes do mercado norte-americano? Existem algumas diferenças bem significativas, não é verdade?!

BRT terá oito ‘estações’ temporárias na Zona Sul

Oito estações provisórias para o BRT serão construídas na Zona Sul para operar durante os Jogos Olímpicos. As paradas funcionarão de madrugada para o retorno do público das competições do Centro Olímpico, na Barra da Tijuca, e também como um plano B em caso dê pane na Linha 4 do metrô ou se a obra não ficar pronta a tempo da Olimpíada.

A prefeitura publicou ontem, no Diário Oficial, o aviso da licitação para escolher a empresa responsável pela montagem, locação e desmontagem das oito plataformas. O orçamento é estimado em R$ 1,39 milhão para o serviço – cerca de R$ 174 mil por plataforma temporária – que será executado em 60 dias. A concorrência será no dia 29 de junho, por pregão presencial. Será contratada a empresa que oferecer o menor preço.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), a operação noturna de BRTs ocorrerá entre 6 e 20 de agosto, de meia-noite às 2h, para dar comodidade aos espectadores, voluntários e trabalhadores das arenas na saída das competições. As plataformas serão apenas para desembarque.

As estações temporárias ficarão em São Conrado, Leblon (Antero de Quental e Nossa Senhora da Paz), Ipanema (Posto 6), Copacabana (Postos 4e 2), Botafogo e Catete/ Largo do Machado. Haverá quatro pontos de paradas (sem plataforma) no Centro: Cinelândia, Praça 15, Candelária e Central. A conexão entre a Barra e a Zona Sul será pela Autoestrada Lagoa-Barra via Túnel Zuzu Angel. Os veículos circularão fora das canaletas do BRT da Barra ao Centro.

A SMTR ressaltou que o plano noturno de BRTs não foi elaborado pensando apenas em ser uma alternativa ao metrô, se a Linha 4 atrasar. “O plano B é necessário em qualquer realização de Jogos Olímpicos independentemente se estamos perto da entrega ou da possibilidade de atraso nas obras (do metrô)”, afirma o secretário-executivo de Coordenação de Governo, Rafael Picciani. Se a Linha 4 não estiver funcionando, Picciani prevê impacto negativo no trânsito, já que a faixa olímpica da Avenida Niemeyer seria deslocada para a Autoestrada Lagoa-Barra.

Site dá dicas de mobilidade

Para auxiliar cariocas e turistas e se locomoverem pela cidade, a prefeitura lançou ontem a nova versão do site Cidade Olímpica. A plataforma que, antes dava informações sobre o andamentos das obras para os Jogos, agora passa a apresentar as melhores rotas, meios de transporte, com os preços das passagens, e as vias interditadas. Segundo o prefeito Eduardo Paes, a ideia é voltada basicamente para os cariocas que terão o cotidiano bastante afetado por causa dos Jogos.

“Foi muito pensado para a população da cidade. É notório e inegável que todos teremos nossa vida muito alterada, mas por um motivo muito especial. Não queremos que o carioca saia da cidade durante os Jogos”, afirmou Paes, acrescentando que é “uma obrigação de todo morador do Rio, a partir de hoje (ontem), começar a se programar visando aos próximos meses e tomando como base o nosso portal.” O prefeito ressaltou que o site também é útil para quem vai presenciar as competições para ver as dicas das melhores maneiras de chegar e sair dos estádios. “Basta acessar o portal para evitar dor de cabeça.”

Metrô deve funcionar até 1h

O Governo do Rio garante que as cinco estações da Linha 4 estarão disponíveis em 1º de agosto. O estado aguarda o aval pelo governo federal de um financiamento de R$ 989 milhões para conclusão do trecho olímpico (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico) e da estação Gávea, prometida para 2017.

A implantação do trecho olímpico chega a 96% de conclusão e as demais estações (Jardim de Alah, Antero de Quental e Jardim Oceânico) estão em fase final. Entre 1º e 4 de agosto, a Linha 4 vai funcionar de 6h às 23h. Na Olimpíada, a operação será das 6h à 1h, nos dias úteis e sábados, e das 7h à 1h, aos domingos e feriados. Todas as linhas funcionarão até as 2h nos dias de abertura e encerramento dos Jogos.

Para especialistas, transporte será necessário em casa de pane na Linha 4

As plataformas temporárias de desembarque do BRT terão estrutura metálica com 20 metros de comprimento, 4 metros de largura e 90 centímetros de altura, acompanhadas de escada com cerca de quatro degraus, três corrimãos intermediários, uma rampa e guarda-corpos nas laterais. Para Ronaldo Balassiano, professor de Engenharia de Transporte da Coppe/UFRJ, as estações provisórias de BRT são importantes com ou sem a Linha 4: “Será uma opção para o público dos Jogos à noite como para servir de plano B ao metrô.

O metrô vai começar a funcionar nas vésperas da Olimpíada sem ter feito teste com passageiros e, por isso, é muito pouco provável que não haja algum problema na operação.” Alexandre Rojas, professor de Engenharia de Transportes da Uerj, prevê que a capacidade de transporte sem a Linha 4 seja 50% menor com os BRTs. As faixas olímpicas que reservarão as pistas para o deslocamento de delegações, organizadores dos Jogos e para os ônibus estarão totalmente implantadas a partir de 25 de julho e quem não respeitá-las terá de pagar multa de R$ 1,5 mil.

(O Dia)


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