Conheça as regras da garagem do prédio e evite problemas

A garagem é um espaço de uso coletivo e como todo local em que mais de uma pessoa tem acesso é preciso bom senso e respeito às regras para que não haja problemas entre os moradores.

“As regras gerais para uso das vagas de garagem são estabelecidas por meio do regimento interno ou convenção de condomínio”, alerta a especialista Janice Scopel.

Mesmo assim, algumas dicas são importantes, principalmente em alguns casos que são bem comuns, como por exemplo, uma melhoria na garagem, instalando uma cobertura no espaço.

“Este tipo de obra deve ser aprovado por uma assembleia de condomínio, que se julgar procedente a solicitação irá definir qual será o padrão a ser seguido para tal cobertura, que servirá de regra para todos os condôminos que desejarem fazer este tipo de benfeitoria”, explica.

A garagem também não pode ser usada para qualquer finalidade. “Normalmente os Regimentos Internos ou Convenções de condomínios costumam estabelecer que as vagas de garagem são destinadas apenas ao estacionamento de veículos automotores que sejam compatíveis ao espaço da vaga de garagem. Em alguns casos, nem bicicletas são permitidas, apenas veículos automotores mesmo”, exemplifica.

Providências

E se o meu vizinho estiver me incomodando com alguma atitude que vai contra as normas do condomínio, o que devo fazer? Segundo a especialista, o melhor caminho é sempre manter o diálogo e, neste caso, a conversa deve ser com o síndico.

“Depois que o síndico tomar conhecimento da situação, deverá fazer cumprir as regras estabelecidas pelo condomínio para a ordem do local. Também compete ao síndico formalizar uma notificação ao condômino esclarecendo sobre as regras do condomínio quanto ao uso da vaga”, informa Janice Scopel.

Caso o morador não obedeça as normas ou haja reincidência na infração, o documento seguinte deverá conter um prazo para que o morador se enquadre, salientando ainda sobre as penalidades previstas no Regimento Interno. “O passo seguinte é aplicar as penalidades que estabelecem as regras do condomínio no caso de não cumprimento ou reincidência da infração”, orienta.

E também é importante que o proprietário do apartamento fique atento se o inquilino está cumprindo as regras do condomínio, já que mesmo não morando no apartamento é o dono do imóvel que arca com as penalidades.

“A relação jurídica do condomínio será sempre com o proprietário da Unidade. É como no caso da inadimplência: para o condomínio o inadimplente é o proprietário da unidade, independente se quem está no imóvel é um inquilino, que por sua vez esteja descumprindo um contrato de locação firmado com o proprietário”, finaliza.

(G1)

Cuidados simples ajudam a evitar infestações de cupins dentro de casa

Os cupins são seres pequenininhos, mas que tiram o sossego de muita gente. De acordo com Cláudio Francisco, que trabalha em uma empresa especializada na eliminação dos insetos, os bichinhos invadem os móveis e imóveis em busca de alimento e abrigo e necessitam de algumas condições específicas para sobreviver. “Eles precisam de umidade para viver e poderão morrer se forem expostos à luz do sol ou ao ar livre”, alerta.

Segundo o especialista, os cupins se alimentam de celulose, não somente da madeira, mas de qualquer outra coisa que contenha o material, como livros, carpetes, papel de parede e móveis. “São insetos sociais, assim como as abelhas e formigas. Isso quer dizer que se organizam em classes sociais ou castas, que são as funções específicas transmitidas por hereditariedade.”

Evite problemas

Para não ter imprevistos com os cupins, o ideal é evitar a estocagem inadequada de madeira e seus derivados, principalmente em locais úmidos, além de vistoriar periodicamente rodapés, móveis, forros, esquadrias e outras estruturas de madeira. Outra dica é proteger a superfície exterior das madeiras com tintas, vernizes ou outras coberturas apropriadas para vedar frestas e rachaduras.

“É importante a colocação de telas em portas, janelas e outras aberturas para evitar a entrada dos insetos, principalmente durante as revoadas nupciais, que é quando os pares se formam e se reproduzem”, orienta o especialista em descupinização, o serviço de erradicação de cupins.

Na hora de comprar um imóvel, explica Taís Oliveira, auxiliar administrativa de uma empresa especializada no serviço de controle de pragas, a pessoa deve se atentar à procedência e ter certeza de que a madeira é tratada para não enfrentar problemas com os insetos.

Danos causados

Arrastar os móveis e verificar rodapés é importante para checar se existe alguma infestação de cupins dentro de casa. Foi o que fez o funcionário público municipal Roberto Bressane. “Percebi a presença deles quando vi que o fundo do armário do meu quarto tinha um buraco, pois os cupins estavam comendo. Depois disso, verifiquei que os criados-mudo também estavam sendo atacados. Ocorreu perda total e foi preciso substituir”, lembra.

Bressane conta que haviam túneis construídos na superfície do piso e da parede, que serviam de caminho para que os cupins chegassem até a madeira escolhida pra comer. “Antes disso, eu desconhecia como agiam os cupins subterrâneos e não tomava medidas preventivas neste sentido”, comenta.

O funcionário público precisou procurar a ajuda de especialistas no assunto para se livrar da infestação. “Contratei uma empresa especializada em descupinização. Foi aplicado veneno no solo e feito diversos furos envolta do cômodo atacado para que fosse criada uma barreira química de proteção no local.”

Descupinização

A empresa de descupinização onde Taís trabalha, que atua na região de Sorocaba (SP), oferece dois tipos de serviço: o de solo, utilizado para erradicar cupins em pisos; e o de madeira seca, ideal para todo tipo de madeira não tratada.

Para eliminar os insetos, explica Taís, é preciso atuar de forma anterior e posterior. A primeira é através da ação preventiva, quando a pessoa compra a madeira sem tratamento e não quer correr o risco de ter uma infestação. A outra forma é quando já existe a proliferação, mas ainda há possibilidade de recuperação do móvel.

Após ter a casa invadida por cupins, Roberto passou a se prevenir e ficar atento aos detalhes para não ser pego de surpresa novamente. “Deve-se ficar atento às frestas dos pisos ou revestimentos das paredes, pois existem túneis superficiais construídos pelos próprios cupins para chegar até o local que pretendem atacar. Percebendo a existência, deve-se solicitar a presença de um técnico”, conclui.

(G1)

 

Olimpíadas: 80% dos aluguéis por temporada já foram fechados

Foi dada a largada para os aluguéis por temporada para as Olimpíadas. Na contramão do marasmo que ronda o mercado imobiliário, o evento trouxe boas oportunidades para os investidores. Segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) no Rio, 80% das unidades disponíveis na cidade com este perfil de contrato já estão alugadas para a época do evento. Além disso, espera-se que todas as ofertas sejam esgotadas na região da Barra da Tijuca e da Zona Sul nos próximos meses.

Parte dessa expectativa vem da alta nas buscas. Faltando menos de cem dias para os jogos, a procura por estes imóveis já é 20% maior do que a registrada na Copa do Mundo, em 2014. Também há uma alta de 20% em relação ao último Carnaval e 30% em comparação com o final de ano, épocas tradicionalmente mais disputadas na cidade.

CONTAGEM REGRESSIVA

— Acredito que, no máximo 30 dias antes das Olimpíadas, não vai haver mais ofertas na região da Barra. Na Zona Sul, esse esgotamento se dará a uns dez dias dos jogos — prevê o diretor do Creci, Laudimiro Cavalcanti.

Com o mar para peixe desse jeito, as diárias ficaram mais salgadas: chegam a R$ 2.500 num apartamento de três quartos na Barra. Houve, inclusive, uma peculiar inversão na lógica do mercado carioca: os valores médios na Barra, principalmente na Avenida Abelardo Bueno, nas proximidades das instalações esportivas, estão maiores do que na Zona Sul. A média da diária num três quartos em Ipanema ou Leblon gira em torno de R$ 900, segundo o Creci. Centro, Glória e Catete têm os preços mais baixos, com diárias de até R$ 550 num três quartos.

Cavalcanti espera que o momento deixe um rastro de oportunidades para o mercado. Como o evento levará uma série de melhorias em infraestrutura para a Zona Oeste, a vocação desta parte da cidade para o turismo será ainda mais sublinhada.

— A gente espera uma valorização imobiliária de até 15% em 2017 — calcula ele.

Quem tem imóvel para alugar divide-se entre expectativa e empolgação. A advogada Ana Leonora faz parte de um grupo de pessoas que administra 20 apartamentos de dois quartos em um mesmo condomínio, em frente ao Parque Olímpico. Ela é dona de um deles, que foi adquirido justamente para este tipo de locação.

— Atualmente, está alugado para um engenheiro que trabalha no Parque Olímpico desde o ano passado. Mas, quando ele sair, seguirei alugando por temporada, porque a região tem muita vocação para isso. Há muitos eventos, obras e grandes empresas naquela área — diz ela.

Ana já recebeu propostas para as Olimpíadas, mas ainda não bateu o martelo. Ela quer fechar os contratos em datas mais próximas ao evento, para conseguir cifras mais altas.

— Espero uma diária de aproximadamente R$ 1.200 — aposta.

Sites que negociam este tipo de aluguel, por sua vez, contabilizam aumento de demanda. No AlugueTemporada, a procura por hospedagem no período dos jogos é 52 vezes maior que no mesmo intervalo no ano passado. Cerca de 80% da demanda concentram-se em três bairros: Copacabana (46,2%), Barra da Tijuca (22,6%) e Ipanema (10,7%). Já o valor médio mais alto está no Leblon, onde uma diária em uma unidade que comporta cinco pessoas sai por R$ 1.464.

— Temos mais de 3.500 imóveis anunciados na cidade. Para o período das Olimpíadas, temos cerca de 1.100 disponíveis para a primeira semana do evento, 990 para a segunda e 1.300 para a terceira — lista a gerente da plataforma, Mariana Bastos, acrescentando que houve bairros que chegaram a dobrar a quantidade de imóveis anunciados entre fevereiro de 2015 e o mesmo mês de 2016.

Já a psicóloga Patrícia, que prefere não revelar o sobrenome, vai aproveitar a ocasião para ganhar uma grana extra e passar uma temporada na casa de amigos, na Serra Fluminense. Ela vai deixar o apartamento de três quartos no Leblon, durante a temporada, para alugá-lo. A princípio, quer negociar diárias de US$ 500, mas está aberta a negociações. Diferente das estimativas do Creci, ela está achando o mercado devagar.

— Acho que está mais difícil que na Copa, porque tem muita oferta. Por enquanto, fechei com uma família de Belém por cinco dias — conta ela.

NOVAS ELEVAÇÕES

Para o professor de MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e Construção Civil da Fundação Getulio Vargas, Paulo Pôrto, os preços ainda podem sofrer um aumento de até 15% nos próximos meses. Mas segurar o imóvel para aproveitar essa elevação pode ser arriscado.

— Se esperar demais, o proprietário pode ficar com fome. Já chegamos a um bom patamar — alerta.

Segundo ele, o volume de buscas não está ainda maior porque a rede hoteleira aumentou muito em relação à Copa. Porém, a concorrência com esses locais é vantajosa, sobretudo para o público estrangeiro.

— O valor de R$ 1.600 equivale a cerca de US$ 400. Isso é o valor de uma diária num hotel de quatro a cinco estrelas em Los Angeles — compara ele, destacando o conforto de estar em um apartamento completo, e não confinado em um quarto.

Aproveitar a temporada é bom, mas tomar os devidos cuidados é fundamental para quem aluga. Como recomenda o advogado Arnon Velmovitsky, especialista em direito imobiliário, é importante obter algum tipo de informação do candidato, mesmo estrangeiro, através de buscas na internet.

— Se for brasileiro, o proprietário pode fazer uma sindicância no Serasa. Além disso, no contrato devem constar claramente estado do imóvel, prazo, valor do aluguel e depósito para garantia dos móveis, dos utensílios e do próprio imóvel — aconselha.

OS PREÇOS MÉDIOS DAS DIÁRIAS

Barra (Av. Abelardo Bueno): R$ 1.400 a R$ 1.700 (dois quartos) e R$ 1.800 a R$ 2.500 (três quartos)

Barra (Av. das américas): R$ 1.000 (dois quartos) e R$ 1.300 a R$ 1.700 (três quartos)

Recreio e Vargem grande: R$ 500 a R$ 700 (dois quartos) e a partir de R$ 800 (três quartos)

Copacabana: R$ 500 a R$ 700 (dois quartos) e R$ 700 a R$ 1.000 (três quartos)

Ipanema e Leblon: R$700 a R$ 850 (dois quartos) e a partir de R$ 900 (três quartos)

Centro, Glória e Catete: R$ 300 a R$ 450 (dois quartos) e R$ 400 a R$ 550 (três quartos)

Tijuca e maracanã: R$ 400 (dois quartos) e R$ 500 a R$ 600 (três quartos)

Fonte: Creci-Rio

(O Globo)


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