Dia 11/08: Dia dos Pais!

Desejamos desde já a todos os papais um dia bastante feliz, com muita saúde e paz.

Um parabéns especial de toda a equipe Atlântida!

Engenheiros indicam os cuidados necessários para quem tem aquecedor a gás

Nesta semana, uma família foi encontrada morta dentro do apartamento, em Santo André, no ABC Paulista. Um casal e seus dois filhos não resistiram. A principal suspeita é que eles morreram por intoxicação proveniente de aquecedor a gás. Os acidentes alertam para o perigo do aparelho em casa. Pensando nisso, especialistas explicam como se prevenir.

De acordo com o engenheiro e diretor da Delphi, empresa especializada em Autovistoria predial e Segurança do Trabalho, David Gurevitz, os erros mais comuns são apartamentos sem chaminé, que foi o caso da família paulista, ou instalação sem ventilação adequada, além de portas e janelas sem saída de ar. Um exemplo de erro frequente dos moradores é a instalação do equipamento no banheiro.

“Com isso, os moradores podem se intoxicar com o próprio gás mal queimado e acúmulo de monóxido de carbono, um gás tóxico que não tem cor, cheiro e é difícil percebê-lo. Sua inalação pode ser fatal. A falta de ventilação e má instalação são as principais causas de acidentes com aquecedor de gás”, afirma Gurevitz.

O ideal é que a instalação seja feita na área de serviço, por ser considerada a região com maior ventilação na casa. Mas caso o morador não tenha espaço na sua residência, é importante saber que a localização do aquecedor deve ter no mínimo duas aberturas situadas nas suas extremidades. “Sendo que as duas devem ter saída da projeção horizontal da edificação, em local seguro e protegido contra a entrada de água, animais e outros objetos estranhos”, explica Fernando Tillvitz, engenheiro da GM Engenharia.

É necessário atenção ao tempo útil do equipamento e coloração

Opcionalmente, pode ser previsto dispositivo ou sistema que garanta a exaustão de gás eventualmente vazado. “Nos casos em que não for possível a extremidade inferior estar fora da projeção horizontal, possuir abertura captada de algum ambiente permanentemente ventilado”, afirma o engenheiro Tillvitz.

Outro ponto importante é que o morador deve ficar atento ao tempo útil do equipamento e se a chama do aquecedor é azul. Se estiver com outra coloração, o aquecedor pode estar com algum problema.

Para os especialistas, é papel do síndico alertar e realizar reuniões para discutir o tema entre os moradores. “O síndico deve alertar os moradores em assembleia sobre a importância da manutenção do equipamento. E também alertá-los sobre a inspeção de gás obrigatória a cada cinco anos”, afirma David Gurevitz.

Para Tillvitz, o ideal é que o síndico promova sempre uma vistoria periódica, contratando uma empresa habilitada no tema para realizar a inspeção.

Além disso, os especialistas alertam que os moradores precisam também providenciar instalações de gás com profissionais especializados, e fazer revisão nos aquecedores e nos fogões, uma vez por ano.

FONTE: Meia Hora, Imóveis

Antes terra dos emergentes, Barra da Tijuca passa a atrair perfis variados

Estatísticas mostram que aumento do número de postos de trabalho e melhora na mobilidade ajudaram a diversificar população

RIO — A Barra e os bairros adjacentes, com seu estilo de vida pacato, poucos habitantes e natureza exuberante, foram a inspiração, na década de 1930, para “O sertão carioca”, obra do escritor, ilustrador e naturalista Armando Magalhães Corrêa. O cenário mudou a partir de 1969, com o Plano Lucio Costa, quando começou a urbanização da região. O isolamento que atraiu os primeiros moradores e estimulou empreendimentos acabou sendo substituído, rapidamente, por um crescimento expressivo: o último boom imobiliário foi motivado pela Olimpíada de 2016. Ainda vista como uma Miami carioca por uns e subúrbio chique por outros, o fato é que a Barra criou personalidade ao longo do tempo. De sertão carioca, já não tem nada. Nesta última reportagem sobre os 50 anos do Plano Lucio Costa, O GLOBO-Barra traça um perfil do bairro hoje, a partir das características de seus moradores.

Dados de 2018 do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio) revelam que 143.848 pessoas moram nos 56.412 domicílios da Barra. A maior parte da população é de pessoas com mais 60 anos, com ensino superior completo e pertencente à classe A. A população jovem também é significativa e chega atraída pela possibilidade de garantir qualidade de vida pagando menos do que na Zona Sul. Basta comparar os preços da orla: na Avenida Lucio Costa, o valor do metro quadrado atualmente é de R$ 14.873, contra R$ 30.534 no Leblon, R$ 33.182 em Ipanema e R$ 18.691 em Copacabana.

— Assusta quando comparamos o Censo de 2000 com o de 2010; os números cresceram muito — avalia Maurício Eiras Mesquita, coordenador estatístico do Secovi-Rio e morador do bairro. — A Barra tem tudo: praia, shopping, supermercado, comércio. Muitos jovens que saem de casa têm um salário baixo para morar na Zona Sul e vão para o bairro. Os apartamentos são bons e menores, o que diminui custos com IPTU e condomínio.

A economia local, embora abalada pela crise, assim como a de toda a cidade — o que deixou, por exemplo, muitos imóveis residenciais e comerciais vazios — é representativa. Segundo relatório de 2017 do Observatório de Estudos sobre o Rio de Janeiro da FND/UFRJ, 14% da população do município moram na AP4 (área que compreende Barra, Jacarepaguá, Recreio, Itanhangá, Anil, Gardênia Azul, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Pechincha, Tanque, Taquara, Praça Seca, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande e Vila Valqueire), onde estão também 16% dos empregos formais . Mário Osório, doutor em Planejamento Urbano e Regional, professor da UFRJ e presidente do Instituto Pereira Passos, afirma que boa parte dos moradores da Barra é de profissionais liberais e empresários de pequeno e médio porte dedicados, sobretudo, à prestação de serviço e ao comércio. No que se refere aos empregos formais, a média salarial é baixa, o que contribuiu para o crescimento das periferias em torno do bairro, nas quais vivem, em grande parte, pessoas que trabalham na região.

— Como o comércio paga pouco, muitos trabalhadores vão morar em Jacarepaguá, Rio das Pedras e Rocinha, nos arredores do bairro. A Barra ainda tem essa característica de emergente. Nos anos 1970, a ideia era que o bairro fosse o centro geográfico da cidade, mas a ocupação seguiu o modelo dos Estados Unidos, onde a classe média ocupava as áreas suburbanas. No Rio, isso se deu perto do mar, onde as pessoas sempre gostaram de morar —afirma Osório.

FONTE: O Globo – Barra


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