Tag: coronavírus

Idosos em condomínios durante pandemia: cuidados e ações

O número de idosos no Brasil tem crescido com os avanços de qualidade vida e saúde, resultando em mais pessoas dessa faixa etária vivendo sozinhas em condomínios. É preciso que esses espaços coletivos ofereçam tranquilidade, segurança e acessibilidade, principalmente com a pandemia atual. Pensando nisso, separamos alguns cuidados e ações de síndicos e condôminos para auxiliar esse grupo de risco durante o período:

→ Produza uma comunicação ativa e direta. Informe sobre os cuidados sanitários necessários com saídas  e conscientize sobre a prioridade em manter o isolamento social, principalmente para grupos de risco;

→ Oriente sobre o não recebimento de visitas desnecessárias, mantendo uma atenção aos pedidos de delivery feitos pelo morador, indicando os procedimentos e cuidados ao entregador e o idoso;

→ Caso seja informado sobre a possibilidade de o morador estar infectado, o mesmo precisa ser isolado em seu apartamento ou casa, tendo a procura por atendimento imediato;

→ Grande parte dos moradores acima dos 60 anos tende a levar uma vida sozinha ou não mora com suas famílias. É importante a manutenção de sua saúde mental, desenvolvendo ideias em que outros condôminos na mesma situação -ou não-, construam um contato através de meios de comunicação remota;

→ É primordial que o condomínio possua conhecimento das condições de saúde e física dos idosos, junto a números de emergências. Seja por uma emergência alheia à pandemia ou para o momento atual, é preciso que o contato com familiares ou amigos seja realizado e o devido atendimento cedido;

→ Mostra-se importante que o condomínio obtenha um funcionário capacitado em primeiros socorros em todos os turnos disponíveis. Caso seja algo além dos cuidados básicos, o mesmo pode acionar ajuda médica especializada.

Além dessas ações, os cuidados básicos devem ser incentivados, informando sobre uso obrigatório de máscaras, lavagem de mãos com sabão ou álcool 70%, evitar levar as mãos aos olhos, nariz e boca, e sempre praticar o distanciamento social de 2 metros.

Estamos todos na mesma situação. Apesar de o coronavírus ter promovido um isolamento físico, o emocional não precisa ser afetado.  Siga com atenção e promovendo sempre um ambiente saudável e seguro, não só para moradores idosos, como para todos os condôminos e funcionários.

 

Fonte: Viva o Condomínio; Correio Braziliense.

Como desinfectar objetos pessoais

Ainda um tópico bastante discutido durante a pandemia, a correta higienização de objetos pode gerar dúvidas em muitas pessoas. É importante que todas as medidas sejam levadas a sério, de modo a prezar por sua saúde e todos os seus próximos. Pensando nisso, separamos algumas dicas essenciais para manter todos os protocolos sanitários em dia, mesmo com a flexibilização do isolamento social e eventuais saídas:

  • Celular e tablet: desligue-o e com um pano umedecido com álcool 70%, levemente higienize toda a superfície. Evite sempre o contato do produto com entradas de fone e carregador e não se esqueça de limpar sua capinha também. Realize esse processo de acordo com a quantidade de uso durante o dia;
  • Notebooks: ao desligá-lo, desconecte-o da tomada e passe um pano com uma mistura de água e detergente por todo o aparelho, mouse e teclado;
  • Brinquedos infantis: precisou tirar as crianças de casa e levou um brinquedo junto? O mesmo processo precisa ocorrer com os objetos: pano umedecido com álcool 70%. Embora não sejam grupo de risco, podem ser possíveis condutores da doença para outros familiares;
  • Roupas: mantenha o costume de lavá-las ao chegar em casa. Quanto menos contato tiverem com sua casa, menos possibilidades de adentrar com o vírus na mesma;
  • Utensílios domésticos em geral: mantenha-os pessoais. Louças, toalhas, tudo preferencialmente sendo usado unicamente por uma pessoa, sem o possível compartilhamento de fluidos;
  • Bolsas, mochilas, cartões, etc: levou algo para a rua, higienize ao chegar em casa. Essa é a máxima com chaves, documentos, carteiras, bolsas, entre outros. Tudo com um pano umedecido com álcool 70%, testando previamente em algumas superfícies para não ocorreram potenciais danos.

Esses processos podem demonstrar-se cansativos, mas são fundamentais para uma manutenção do seu bem-estar e de todos que moram no mesmo espaço. Sempre considere higienização frequente em maçanetas, interruptores e outras coisas que possa ter tocado ao chegar em casa. Retire seus sapatos antes de entrar e faça os devidos processos listados acima! O combate ao novo coronavírus precisa partir também de você, não hesite em proteger-se e proteger aqueles ao seu lado.

Fontes: Hospital Oswaldo Cruz; Programa Saúde Ativa.

Perguntas e respostas: Gripe e o Coronavírus

Quais são as semelhanças entre os vírus que causam a COVID-19 e os que causam gripe?

O novo coronavírus e a gripe se manifestam de forma semelhante. Isto é, ambos causam doenças respiratórias, que podem ser assintomáticas ou leves, mas também podem evoluir para casos graves e morte. Os dois vírus têm formas de transmissão parecidas, sendo transmitidos por contato com gotículas ou partículas de saliva e secreções. 

Como resultado, as mesmas medidas de saúde pública, como higiene das mãos e boa etiqueta respiratória (cobrir boca com cotovelo flexionado ou lenço descartável ao espirrar e tossir), são ações importantes que todas as pessoas podem adotar para prevenir ambas as infecções.

Como é a transmissão? 

De acordo com a Revista Abril, ambos se espalham por gotículas de saliva ou muco de infectados, principalmente através de tosse e espirros — ou ao passar a mão contaminada em olhos, nariz e boca. A diferença aqui é a capacidade de contágio.

Começamos pelo fato de que os períodos de incubação não são iguais. Enquanto a nova doença viral leva até 14 dias para começar a gerar sintomas (embora a média fique em torno de cinco dias), a gripe se manifesta após mais ou menos quatro dias depois da infecção. Em ambos os casos, pacientes assintomáticos são capazes de disseminar a enfermidade.

O novo coronavírus é considerado mais contagioso. Os estudos ainda não são categóricos, mas se estima que a taxa básica de reprodução (ou R0, como dizem os especialistas) varie entre 2 e 3, segundo a Organização Mundial da Saúde. Isso significa que cada portador passa a doença, em média, para outros dois ou três sujeitos. No entanto, pesquisas chegaram a atribuir um R0 de aproximadamente 6 para o Sars-Cov-2. De qualquer jeito, a quantidade é superior à da influenza, que fica em 1,2.

Quais são os grupos de risco?

Os mais vulneráveis à gripe são crianças, grávidas, idosos, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos. A população de risco do coronavírus compreende os últimos três grupos citados, porém os pequenos parecem sofrer menos com o problema (embora possam transmiti-lo).

Qual é a taxa de letalidade?

Segundo o blog do Laboratório Citocenter, a mortalidade relacionada à Covid-19 parece ser maior. Até o momento, tivemos 214 mil casos confirmados e mais de 8 mil mortes no mundo. A taxa de letalidade fica em torno de 3 a 4%. A influenza, por outro lado, leva menos de 0,1% a óbito.

Mas há ponderações a serem feitas. A primeira é que a letalidade do Sars-Cov-2 varia de acordo com o local. E a segunda é que esse dado depende do acesso e da qualidade dos cuidados de saúde.

Vamos usar a própria China, onde o surto começou, como exemplo. Controlada a situação com quarentena e construção de hospitais temporários, o pico da epidemia passou e a taxa de mortalidade por paciente diminuiu – pelo menos por enquanto.

Vale lembrar que a gripe, para a qual temos medicamento, é estudada há mais tempo pelos cientistas. E isso também baixa a letalidade.

Quais intervenções médicas estão disponíveis para COVID-19 e gripe?

Embora existam vários ensaios clínicos em andamento na China e mais de 20 vacinas em desenvolvimento para a COVID-19, atualmente não há vacinas ou tratamento licenciado para a doença. No entanto, para a gripe, existem vários antivirais e vacinas disponíveis. Embora a vacina contra gripe não seja eficaz contra o vírus da COVID-19, é altamente recomendável se vacinar todos os anos para prevenir a influenza. 

Fonte: Abril Saúde, Pfarma, Bio em foco, Laboratório Citocenter


Warning: html_entity_decode(): charset `ISO-8559-1' not supported, assuming utf-8 in /home/atlantid/public_html/blog/wp-includes/general-template.php on line 3237
1 2