{"id":2106,"date":"2018-08-07T13:08:14","date_gmt":"2018-08-07T13:08:14","guid":{"rendered":"http:\/\/atlantida-adm.com.br\/blog\/?p=2106"},"modified":"2018-08-07T13:08:14","modified_gmt":"2018-08-07T13:08:14","slug":"no-centro-do-rio-crise-fechou-250-lojas-de-janeiro-a-maio-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/atlantida-adm.com.br\/_site\/no-centro-do-rio-crise-fechou-250-lojas-de-janeiro-a-maio-de-2018\/","title":{"rendered":"No Centro do Rio, crise fechou 250 lojas de janeiro a maio de 2018"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nem \u00e1reas movimentadas escapam do processo de esvaziamento, influenciado pelo desemprego e pela alta dos alugu\u00e9is<\/strong><\/p>\n<p>RIO \u2014 Uma das ruas comerciais mais movimentadas do Centro do Rio na virada do s\u00e9culo XIX, a Uruguaiana (antiga Rua da Vala) j\u00e1 reuniu lojas e magazines que lan\u00e7avam moda, como a Casa Sloper. Em uma de suas esquinas, a Confeitaria Cav\u00e9, de 1890, \u00e9 um dos \u00faltimos s\u00edmbolos daquela \u00e9poca. Mas, hoje, quem passa pela \u00e1rea se depara com um cen\u00e1rio nada promissor: no trecho de cal\u00e7ada onde est\u00e1 a Cav\u00e9, quatro das sete lojas fecharam as portas, indicando um processo de esvaziamento que se repete em v\u00e1rias ruas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre janeiro e maio deste ano, cerca de 250 estabelecimentos encerraram as atividades no Centro, segundo o Clube de Diretores Lojistas (CDL-Rio). Nas contas da Fecom\u00e9rcio-RJ, foram 241 baixas em 2018. Influenciado pelo crescimento do desemprego, o entorno do Largo da Carioca, analisam os especialistas, foi um dos mais afetados, por concentrar muitas empresas e sedes de estatais.<\/p>\n<p>Os efeitos, contudo, s\u00e3o sentidos em toda parte. Na Rua Sete de Setembro, 23 lojas, 13 delas no trecho mais pr\u00f3ximo da Pra\u00e7a Tiradentes, est\u00e3o fechadas, com placas anunciando ofertas de aluguel ou venda. Comerciantes reclamam que as obras do VLT criaram expectativa de que a rua viraria um boulevard. Mas a regi\u00e3o acabou deserta. Tamb\u00e9m h\u00e1 im\u00f3veis vazios na ruas da Assembleia, da Quitanda e do Ouvidor.<\/p>\n<p>E nem mesmo a Saara escapou da crise: h\u00e1 v\u00e1rios endere\u00e7os dispon\u00edveis em vias como a Buenos Aires e a Senhor dos Passos. Ali, diz Eduardo Blumberg , presidente do polo comercial, o problema n\u00e3o \u00e9 a queda nas vendas, mas uma alta nos pre\u00e7os dos alugu\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>\u00cdCONES AMEA\u00c7ADOS<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o CDL, no Rio como um todo, 9.121 estabelecimentos fecharam no ano passado, 31,7% a mais que em 2016. S\u00f3 no Centro, 1.342 lojas cerraram suas portas. Os dados de 2018 s\u00f3 ser\u00e3o divulgados no fim do ano. Segundo o CDL, por\u00e9m, j\u00e1 se verifica aumento de 30% no n\u00famero de casas fechadas na \u00e1rea central da cidade, que aparece no topo do ranking das regi\u00f5es com mais fal\u00eancias.<\/p>\n<p>\u2014 Esta crise \u00e9 a pior dos \u00faltimos dez anos, tanto em intensidade como em dura\u00e7\u00e3o. No Centro est\u00e1 pior, porque muitas empresas demitiram, estatais dispensaram terceirizados e funcion\u00e1rios p\u00fablicos ficaram sem receber. \u00c9 uma bola de neve: quanto mais desemprego, menos consumo \u2014 diz o presidente do CDL, Aldo Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Nesse processo de desertifica\u00e7\u00e3o do Centro, h\u00e1 mais de 20 lojas desativadas em poucos mais de 200 metros do entorno da Rua da Carioca, que desde 2012 vem sofrendo com fechamento de casas. Em muitos im\u00f3veis da rua, que \u00e9 protegida pelo Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Cultural (Inepac), h\u00e1 placas de vendas e de aluguel. Em alguns casos, o empreendimento est\u00e1 \u00e0 venda, mas segue aberto, sobrevivendo \u201cno sufoco\u201d, como a loja Violeta Vit\u00f3ria Som, de instrumentos musicais. Segundo os funcion\u00e1rios, o propriet\u00e1rio tenta vender o sobrado h\u00e1 mais de um ano.<\/p>\n<p>A propriet\u00e1ria do tradicional Bar Luiz, fundado em 1887, tamb\u00e9m vem tentando manter a casa funcionando, apesar da queda na receita, que este ano j\u00e1 chega a 40% em rela\u00e7\u00e3o a 2017. Desde que a clientela come\u00e7ou a sumir, o quadro de funcion\u00e1rios diminuiu: j\u00e1 foram 48, hoje s\u00e3o 10. E a cozinha passou a encerrar as atividades \u00e0s 19h.<\/p>\n<p>\u2014 Sou otimista e espero que a situa\u00e7\u00e3o melhore\u2014 diz a empres\u00e1ria Rosana Santos.<\/p>\n<p>Muitas marquises de lojas fechadas viraram endere\u00e7o de camel\u00f4s. E, na avalia\u00e7\u00e3o do urbanista Luiz Fernando Janot, toda esta desordem urbana atrapalha o pedestre e ofusca a beleza do Centro.<\/p>\n<p>A Secretaria Municipal de Urbanismo, por sua vez, diz que a prefeitura tem diversos incentivos ao retrofit de edifica\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, justamente com a inten\u00e7\u00e3o de viabilizar a reutiliza\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis que est\u00e3o desocupados e trazer mais gente para residir no Centro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem \u00e1reas movimentadas escapam do processo de esvaziamento, influenciado pelo desemprego e pela alta dos alugu\u00e9is RIO \u2014 Uma das ruas comerciais mais movimentadas do Centro do Rio na virada do s\u00e9culo XIX, a Uruguaiana (antiga Rua da Vala) j\u00e1 reuniu lojas e magazines que lan\u00e7avam moda, como a Casa Sloper. 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