{"id":250,"date":"2016-04-14T17:30:39","date_gmt":"2016-04-14T17:30:39","guid":{"rendered":"http:\/\/atlantida-adm.com.br\/blog\/?p=250"},"modified":"2016-04-14T17:30:39","modified_gmt":"2016-04-14T17:30:39","slug":"bicicletas-em-condominios-um-longo-percurso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/atlantida-adm.com.br\/_site\/bicicletas-em-condominios-um-longo-percurso\/","title":{"rendered":"Bicicletas em condom\u00ednios: um longo percurso"},"content":{"rendered":"<p>Magrela, camelo, bike&#8230; Seja l\u00e1 como for chamado, esse ve\u00edculo de duas rodas tem, cada vez mais, ca\u00eddo nas gra\u00e7as dos brasileiros, e vem se tornando mais comum nos meios urbanos. Motivos para isso n\u00e3o faltam: praticidade, baixo custo, pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica, preocupa\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o apenas alguns.<\/p>\n<p>Esse novo panorama t\u00eam levado governantes de v\u00e1rias cidades a investirem na amplia\u00e7\u00e3o de estruturas que apoiem o uso de bicicletas. No entanto, para muita gente que faz uso constante do ve\u00edculo, ainda n\u00e3o parece suficiente.<\/p>\n<p>\u00c9 o que aponta o Perfil do Ciclista Brasileiro, lan\u00e7ado no ano passado por iniciativa da associa\u00e7\u00e3o Transporte Ativo. Foram entrevistados mais de cinco mil ciclistas, que utilizam a bicicleta como meio de transporte ao menos uma vez por semana. Entre eles, cerca de 60% aderiram a essa pr\u00e1tica h\u00e1 menos de cinco anos. Um pouco mais de 70% pedala cinco ou mais dias por semana.<\/p>\n<p><strong>Motiva\u00e7\u00e3o para come\u00e7ar a utilizar a bicicleta como meio de transporte urbano <\/strong><\/p>\n<p>42,9% &#8211; Rapidez e praticidade<\/p>\n<p>24,2% &#8211; Sa\u00fade<\/p>\n<p>19,6% &#8211; Custo<\/p>\n<p><strong>Motiva\u00e7\u00e3o para continuar pedalando<\/strong><\/p>\n<p>44,6% &#8211; Rapidez e praticidade<\/p>\n<p>25,9 \u2013 Sa\u00fade<\/p>\n<p>17,7% &#8211; Custo<\/p>\n<p><strong>Problemas do dia-a-dia<\/strong><\/p>\n<p>34,6% &#8211; Educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito<\/p>\n<p>26,6% &#8211; Falta de infraestrutura ciclovi\u00e1ria<\/p>\n<p>22,7% &#8211; Seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito<\/p>\n<p><strong>Motiva\u00e7\u00e3o para pedalar mais<\/strong><\/p>\n<p>50% &#8211; Infraestrutura ciclovi\u00e1ria<\/p>\n<p>21,5% &#8211; Seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito<\/p>\n<p>11,8% &#8211; Seguran\u00e7a p\u00fablica<\/p>\n<p><strong>Principais destinos<\/strong><\/p>\n<p>88,1% &#8211; trabalho<\/p>\n<p>76% &#8211; Lazer<\/p>\n<p>59,2% &#8211; Compras<\/p>\n<p>30,5% &#8211; Escola\/faculdade<\/p>\n<p>O Rio de Janeiro acompanha as m\u00e9dias nacionais. A futura capital da bicicleta, segundo os planos da prefeitura, ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o entre as cidades onde os ciclistas mais saem para pedalar durante a semana (cerca de 80%), perdendo apenas para Recife (quase 90%) \u2013 n\u00famero que deve continuar crescendo.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos a malha ciclovi\u00e1ria foi ampliada de 150 para 380 quil\u00f4metros de comprimento, com a meta de alcan\u00e7ar 450 esse ano. Al\u00e9m disso, a implementa\u00e7\u00e3o do projeto de compartilhamento de bicicletas Bike Rio, uma parceria da prefeitura com empresas privadas, colaborou bastante para o aumento de ciclistas pela cidade.<\/p>\n<p>O reflexo desse panorama j\u00e1 vai, aos pouquinhos, sendo notado nos condom\u00ednios. \u00c9 o que observa Henriette Krutman, s\u00edndica do Edif\u00edcio Augusto C\u00e9sar Cantinho, em Botafogo. \u201cV\u00e1rios moradores que utilizavam as bicicletas raramente, em geral nos fins de semana, agora fazem uso mais ass\u00edduo\u201d.<\/p>\n<p>Henriette pode falar sobre isso com a autonomia de quem tem pleno controle do espa\u00e7o onde se guarda as bicicletas. Vencedora do Pr\u00eamio Secovi Rio de 2009, naquele ano ela instaurou uma esp\u00e9cie de opera\u00e7\u00e3o choque de ordem no biciclet\u00e1rio do condom\u00ednio. Eliminou os ve\u00edculos abandonados, melhorou o armazenamento e a distribui\u00e7\u00e3o, e foi al\u00e9m, chegando a disponibilizar uma bomba para encher os pneus.<\/p>\n<p>Com 98 unidades, o condom\u00ednio conta com um espa\u00e7o no subsolo que comporta 67 bicicletas \u2013 ali\u00e1s, j\u00e1 houve ocasi\u00e3o em que o limite foi excedido. Para solucionar o problema, a administra\u00e7\u00e3o definiu um espa\u00e7o para os ve\u00edculos excedentes nas \u00e1reas comuns das garagens. A disposi\u00e7\u00e3o das bicicletas \u00e9 determinada de acordo com frequ\u00eancia de uso. Todas as bicicletas s\u00e3o identificadas por uma esp\u00e9cie de crach\u00e1, que cont\u00e9m o n\u00famero do apartamento \u00e0 qual est\u00e1 vinculada.<\/p>\n<p>Dessa maneira, os moradores podem armazenar suas bicicletas sem dor de cabe\u00e7a. \u00c9 assim para\u00a0 Cristiano Pontes, de 67 anos. Morando h\u00e1 apenas um ano no Augusto C\u00e9sar Cantinho, o administrador, n\u00e3o ainda n\u00e3o vivia no edif\u00edcio para avaliar as transforma\u00e7\u00f5es executadas no biciclet\u00e1rio, mas de uma coisa tem certeza: a organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o \u00e9 uma tremenda m\u00e3o na roda.<\/p>\n<p>Cristiano, que costuma utilizar a bicicleta de duas a tr\u00eas vezes por semana, \u00e9 s\u00f3 elogios para o sistema do condom\u00ednio, inclusive para a ideia de deixar uma bomba de ar dispon\u00edvel para os moradores. Ele conta que a ferramenta j\u00e1 foi muito \u00fatil durante o per\u00edodo em que a bicicleta de sua mulher apresentava um defeito na v\u00e1lvula da c\u00e2mara do pneu.<\/p>\n<p>Mas esse panorama \u00e9 bem diferente do existente no condom\u00ednio onde morava anteriormente, com espa\u00e7o superlotado, o que dificultava o acesso \u00e0s bicicletas. \u201cS\u00f3 era f\u00e1cil para quem conseguia guardar a bicicleta pr\u00f3xima \u00e0 sa\u00edda\u201d, explica. Cristiano chegou a ter sua bicicleta roubada ao estacion\u00e1-la em sua vaga de garagem.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de 20 anos pedalando frequentemente, o administrador assume que esses acontecimentos causam medo, mas acabam superados. Hoje, ele utiliza uma bicicleta velha para n\u00e3o chamar aten\u00e7\u00e3o. \u201cEu persisto porque acho que \u00e9 um excelente meio de transporte\u201d, justifica.<\/p>\n<p>(Secovi Rio)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Magrela, camelo, bike&#8230; Seja l\u00e1 como for chamado, esse ve\u00edculo de duas rodas tem, cada vez mais, ca\u00eddo nas gra\u00e7as dos brasileiros, e vem se tornando mais comum nos meios urbanos. Motivos para isso n\u00e3o faltam: praticidade, baixo custo, pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica, preocupa\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o apenas alguns. 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